
“O senhor presidente não respondeu a nenhuma das nossas perguntas. O nosso pedido de informação não foi sobre orçamento, mas obras adjudicadas e estado em que se encontram”. Fernando Nogueira, deputado do PS na Assembleia Municipal de Aveiro queixou-se da Càmara deixar sem resposta o pedido de ‘ponto de situação’ de várias empreitadas colocadas ‘em marcha’ ainda no mandato, que terminou em outubro do ano passado.
“Estranhamente, neste relatório de gestão e contas de 2025 não há informação sobre cinco projetos adjudicados pelo anterior executivo”, afirmou o eleito socialista, apontando os casos do edifício de apoio à piscina e recinto da feira de Cacia, o parque de campismo de São Jacinto, a escola básica da Alumieira, o Museu Arte Cerâmica Contemporânea e a requalificação do Museu de Aveiro – Santa Joana.
Num levantamento de obras municipais, partindo de um ponto de situação divulgado a 2 outubro de 2025, ainda na presidência de Ribau Esteves, o representante do PS encontrou 25 obras em curso, das quais 68% já na altura estavam a decorrer. Das oito restantes, cinco foram adjudicadas ainda no anterior mandato. 88% das ações atuais têm origem no mandato anterior, o que foi considerado como “absolutamente natural”.
Nos primeiros cinco mesmos da nova maioria, oito obras foram colocadas no terreno e destas apenas duas adjudicadas, incluindo a escola de São Bernardo e o restauro do guarda corpos metálicos do estádio, bem como mais três projetos recentemente adjudicados. “Isto também nos diz que quanto à capacidade de inovação temos de estar preocupados. É um vislumbre do que podemos esperar: estar a discutir em termos de capacidade de execução também daqui a uns meses, isto preocupa-nos muito”, sublinhou Fernando Nogueira.
O deputado encara como “normal que um governo de transição dê atenção sobretudo ao que estava adjudicado”. No conjunto, os projetos referidos valem 17 milhões de euros, “que é quase tanto quanto a Câmara conseguiu executar em despesas de investimento em 2025”.
Todas as obras foram adjudicadas há pelo menos sete meses e em todos casos já correu 40% do prazo de execução. O eleito referiu-se “especialmente” ao caso do camping de São Jacinto, com 210 dias de prazo que se esgota já a 3 de maio. Quatro anos após o fecho.
“Espero que não seja dado como resposta o ónus da gestão do PS. Este obra era parte da solução encontrada para o problema financeiro da Junta e o abandono da obra é um facto por razões que o relatório não teve a bondade de explicar”, criticou insistindo em que seja dada “informação preciosa sobre estes cinco projetos, que até pode ser que exista”. E não sejam feitos “discursos redondos sobre falta de empreiteiro ou de mão-de-obra, litigância ou bloqueios do PS”. Tratando-se de obras adjudicadas, Fernando Nogueira acredita que “tem de haver algum destino que lhes tenha sido dado”.
Discurso direto
“Ficamos insatisfeitos com as forças de bloqueio para que Aveiro não avance, para que a taxa de execução seja baixíssima. Estamos aqui para dar continuidade à marca Aliança Com Aveiro e a quem mais se quiser juntar, que é a marca de andar com Aveiro para a frente ” (ver declarações partilhadas abaixo).
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