Diogo Machado (ao centro, arquivo).

Diogo Machado, antigo diretor da empresa municipal Aveiro Expo em fase liquidação, anunciou, esta sexta-feira ao final da tarde, que apresentou no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Aveiro uma queixa crime por difamação agravada contra José Ribau Esteves, presidente da Câmara de Aveiro, e Rui Soares Carneiro, vereador que foi eleito pelo PS a quem, entretanto, o partido retirou a confiança política, passando a exercer o cargo como independente.

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“Não devo um cêntimo à Aveiro Expo, nunca devi nada à Aveiro Expo. Em 2014, Ribau Esteves alegava que eram 21 mil euros, agora cerca de 20 mil euros. Registo a intenção de me atacar, saí em 2013 da Aveiro Expo por minha iniciativa. Há 12 anos que não estou lá e a 10 dias das eleições, o presidente resolve levantar o assunto”, afirmou o cabeça de lista do Chega.

“Neste caso, tratou-se de uma mentira grosseira, com dolo, a poucos dias das eleições, com único objetivo de impedir uma resposta atempada e promover um linchamento de carácter e assassinato público”, acrescentou, envolvendo o vereador Rui Soares Carneiro por ter indicado o seu nome quando se analisaram as contas da liquidação da Aveiro Expo na última reunião pública do executivo.

Diogo Machado esclareceu que “nunca foi intentado para cobrar a dívida” referida pela Câmara nas contas de liquidação da Aveiro Expo. “Nunca devi ou alguém deve e meteram os 20 mil euros ali com o meu nome intencionalmente para me atacar. É inaceitável”, insurgiu-se, assegurando que pretende levar a queixa devido à “mentira intencional para me prejudicar com dolo” até às últimas consequências.

O ex-diretor da Aveiro Expo apresentou em sua defesa a certidão de uma sentença judicial de 2015, relativamente ao processo que intentou contra a Aveiro Expo e Ribau Esteves, também por difamação, em que foi “ressarcido dos direitos laborais com uma indemnização por danos morais” de 5 mil euros em 2015. A decisão ditou num dos pontos que o no “cumprimento do acordo” as partes “declaram reciprocamente que nada mais têm a ver um do outro”, tendo os bens em causa no processo sido transmitidos para o autor. “Até sem computador ficou tamanha era a razão”, ironizou.

O candidato do Chega aludiu “por contraposição” a situações envolvendo Catarina Barreto, presidente da Junta de Aradas e recandidata pela coligação PSD-CDS-PPM que “foi condenada” pelos tribunais administrativos a facultar informação requerida pelo movimento independente ‘Sentir Aradas’ sobre despesas no exercício no cargo, permanecendo sem cumprir a sentença, acusando a candidatura da Aliança com Aveiro de “silêncio cúmplice” e manter a confiança no que diz ser um evidente caso de “vale de tudo em termos eleitorais”.

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