Aveiro / Covid-19: Professores e funcionários esperam SMS para vacinação e ter mais segurança no ensino presencial

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Escola EB1 da Vera Cruz, Aveiro.
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Os dias de regresso às aulas presenciais, ainda em contexto pandémico, têm sido de muitas emoções. Primeiro a expetativa com os testes de rastreio, depois o reencontro com as crianças na sala de aula e agora as vacinas contra a Covid-19, que deverão ser administradas durante o fim de semana.

O anúncio governamental aumentou a ansiedade junto dos docentes e auxiliares, como admitiu a coordenadora da Escola Básica do 1º ciclo da Vera Cruz, na cidade de Aveiro.

“Estamos muito contentes com essa informação que o agrupamento nos transmitiu. As assistentes operacionais formalmente ainda não sabem, mas devem estar a ser informadas pela Câmara. Estamos muito ansiosas, está em causa a prevenção. Portanto, podendo não estar doentes, quem quer estar ?. Todos estão ansiosos, eu estou. Seja a AstraZeneca, seja o que for. Há-de correr tudo bem”, afirmou, confiante, Cristina Sena.

A coordenadora sabe também que para os pais, depois de não ter surgido nenhum caso positivo nos testes, será “mais uma alegria”, aguardando que cheguem os SMS’s a convocar os professores para enviar um “comunicado” mais concreto à associação de pais e encarregados de educação, para além do que já foi noticiado.

Ana Perdigão entrou ao serviço como auxiliar da escola no ano letivo anterior e depois de tanto tempo sem o trabalho normal deseja que não hajam mais interrupções. “Foi bom regressar, tínhamos saudades dos meninos. Apesar de continuar a ser algo complicado, por não termos tomado a vacina, o que vai acontecer agora”, contou.

No caso dos funcionários, o processo de vacinação é tratado pela Câmara Municipal, pelas competências delegadas na área ensino.

Os eventuais efeitos secundários não deixam de ser comentados. “Estamos contentes por podermos receber a vacina, mas algumas de nós têm os seus receios. Várias colegas têm patologias de saúde um pouco difíceis”, explicou a funcionária, esperando que os auxiliares “com vontade” possam ser vacinados “a par dos professores”.

Ana Paula, professora já com 30 anos de carreira, admite que também fica “pensativa” sobre as vacinas, mas rapidamente afasta receios e ganha coragem. “Tenho de ser sincera, estamos ansiosas e com temor ao mesmo tempo. Lemos notícias de estudos, ainda para mais a falar da vacina que nos vai ser administrada. Mas, pronto, temos de colocar esses ‘ses’ de lado, pensar que são males menores comparativamente com o mais importante. Não vamos ter receios e combater esta pandemia, que já chega!”, afirmou mais determinada.

Com vacinas e testes regulares, é uma garantia acrescida na primária da Vera Cruz como em todas as outras escolas para tranquilizar também os pais quando deixam os filhos na escola.

“O regresso às aulas foi muito importante para todos, pais e crianças falavam nisso. Nós também estávamos muito desejosas de voltar. À distância, neste nível de ensino, é muito cansativo. O professor presencial é muito necessário. As famílias também sofreram muito, com a aulas a invadirem as suas casas”, lembrou Ana Paula para quem “a escola rapidamente voltou ao seu ritmo normal”. A paragem da próxima da Páscoa é que “não acontece em boa altura”.

Discurso direto

“Este confinamento correu muito muito que o do ano passado, a nível do ensino à distância. O processo correu melhor, dentro das limitações. Estive a apoiar alguns alunos, houve muitos apoios individualizados, por exemplo. Há bons resultados, pelo que vemos nas fichas. Agora o ensino presencial é indispensável, mas é o que é. A vida está a ser assim, tivemos que nos adaptar. As crianças vinham ansiosas e os pais também, mas está a correr bem. Há sempre crianças mais sensíveis. Temos professores muito experientes e sabem como dar a volta para tudo correr bem” – Cristina Sena, coordenadora da EB1 da Vera Cruz.

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