Tribunal de Aveiro.

Um homem de 40 anos, atualmente a cumprir tempo de reclusão prisional, confessou no Tribunal de Aveiro, esta terça-feira, a autoria de 10 furtos na cidade de Aveiro entre 2021 e 2023. Em quatro assaltos terá participado também um cúmplice, entretanto falecido.

O arguido assumiu a acusação imputada pelo Ministério Público nos diversos processos apensos com algumas ressalvas quanto a objetos alegadamente subtraídos de uma loja de telecomunicações.

“Vou ser sincero dra. Juíza: não me recordo de algumas coisas, porque fiz muitos mais assaltos; de alguns não me recordo, mas assumo que fui eu”, referiu.

Os larápios tinham um ‘alvo’ preferencial: bicicletas ou trotinetes elétricas (sete furtos) que encontravam fechadas a cadeado em parques na via pública, por exemplo na zona da estação da CP, ou mesmo em garagens de residências onde se introduziram.

Os veículos de duas rodas que procuravam na ‘ronda’ criminal eram normalmente de gama alta, que vendiam facilmente muito abaixo do preço.

Os restantes assaltos aconteceram num restaurante em Esgueira (computador, monitores de jogos da Santa Casa, bebidas e dinheiro), numa loja de telemóveis no centro da cidade (equipamentos diversos) e, ainda, no edifício do antigo quartel dos bombeiros, junto da Praça Marquês de Pombal, numa sala ocupada com serviços do tribunal de Aveiro (monitor e termo ventilador).

Segundo o arguido, todo o dinheiro que era angariadi em numerário ou com a venda ao desbarato de artigos furtados destinava-se “aos consumos” de droga, no caso cocaína.

Apesar de trabalhar regularmente, incluindo temporadas em França, o indivíduo alegou que o vício ficou descontrolado a partir de “problemas” vividos que levaram à separação da mulher e filha, tendo de furtar para garantir a necessidade de dinheiro quando ficou sem ocupação laboral.

Após ouvir a dona do restaurante assaltado lamentar que tenha sido levada, entre outras, uma garrafa de whisky de 5 litros de “muito rara, de coleção”, das “poucas coisas” que conseguiu trazer de Angola após o ecludir da guerra colonial, o arguido pediu desculpa pessoalmente à lesada, mostrando-se arrependido.

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