UMTB, Eirol (Foto ERSUC).

O presidente da Câmara de Aveiro admitiu que o futuro do aterro da ERSUC instalado no sul do concelho está dependente do avanço do projeto, já assumido pelo Governo, de criar uma incineradora para servir o Centro do País.

Em visita recente à cidade, a pretexto do Congresso da Região de Aveiro, a ministra do Ambiente lembrou que o ‘Plano Terra’ prevê apoiar a criação de um novo sistema de triagem, um novo sistema de valorização orgânica e no caso da ERUSC, empresa que gere a recolha e destino final de lixos doméstico, “estão a ser estudadas medidas de engenharia para aumentar a capacidade dos aterros” existentes em Aveiro e Coimbra.

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Questionado pelo vereador Rui Soares Carneiro na reunião de Câmara, esta quinta-feira, Ribau Esteves informou que o assunto foi um dos temas “de conversa” no almoço de trabalho entre autarcas, a ministra e o novo secretário de Estado do Ambiente.

O edil recordou que o Governo, na ponta final da legislatura anterior, apontou “para uma solução no que respeita aos resíduos da Região Centro, que foi muito trabalhada” por um conjunto de entidades, incluindo municípios, a concessionária ERSUC e “especialmente” a Associação dos Municípios do Planalto Beirão (AMPB), que gere um aterro.

O projeto dado a conhecer em janeiro prevê a construção de uma incineradora em terrenos ao lado do aterro da AMPB para os resíduos classificados como “fração resto”, ou seja os que sobram após recolha seletiva para reciclagem, que aproveita plásticos, vidros, papel ou os bioresíduos.

Centro do País e Algarve poderão ter unidades de incineração para valorização energética dos resíduos, como já existem no Porto e Lisboa.

“A lógica é acabar com todos os aterros e incinerar, sabendo que hoje a incineração cumpre com todas as condições ambientais, nomeadamente nos gases com efeito de estufa, e tem um ganho, que é produzir energia elétrica, que dá receita, às vezes até para cobrir os custos”, explicou Ribau Esteves, adiantando que “o Governo está agora a relançar o dossiê partindo daquela base”.

O edil aveirense disse que o atual Governo “tem a nossa concordância e pressão”. A posição da Câmara “é clara”, reafirmando o princípio de “não querer prolongar a vida do aterro sanitário” de Eirol. Mas “prolongando, que seja num ato de compromisso formal para se ter tempo para se fazer a incineradora, com as contrapartidas de se fazer o eixo rodoviário Aveiro – Águeda, a via de ligação entre a antiga EN 230 e a porta de entrada da unidade de tratamento mecânico biológico, entre outras exigências da nossa participação pública no projeto”, que ainda tem muito caminho a percorrer, desde logo “como se financia”, existindo “várias estimativas, que são números pesados”, estando ainda por “encontrar o modelo” financeiro.

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