
Parece ser um assunto ultrapassado, de quem já ninguém fala ou tem memória. Algo perdido no tempo; uma história dilacerada por muitos encontros e desencontros – lutas que nos podem conduzir a várias invocações, desde à história dos dias que passam, sucessão de dias (sem mais), como em “Os Dias da História”, aos Trovante, com “vocês fizeram os dias assim”. A avaliação dos professores continua como nos “tempos de tempestade”.

Manuel Oliveira de Sousa *
Os docentes, as escolas (nas várias estruturas e intervenientes) saíram das “luzes da ribalta”, mas o trabalho, a dedicação, os normativos,… continuam os mesmos.
Apesar de quotas no acesso aos topos de classificação, da maturidade da vida, …, o trabalho continua a ser feito para a melhoria do sistema educativo, desenvolvimento social, intelectual e cultural das comunidades que os professores servem.
É justo e importante salientar, na história dos dias que passam, que os professores – heróis silenciosos num ofício difícil – ano após ano fazem os seus relatórios salientando, nas dimensões científica e pedagógica, participação na escola e relação com a comunidade, formação contínua e desenvolvimento profissional: prática letiva; atividades promovidas; análise dos resultados obtidos; contributo para os objetivos e metas fixados no Projeto Educativo do agrupamento de escolas ou escola não agrupada; formação realizada e o seu contributo para a melhoria da ação educativa (apesar de quotas no acesso aos topos de classificação, o trabalho feito para a melhoria do sistema educativo e desenvolvimento social, intelectual e cultural das comunidades que servem).
Os Centros de Formação de Associações de Escolas participam na avaliação externa do desempenho docente, através da gestão da bolsa de professores de outras escolas que supervisionam, com base em “grelhas muito apertadas”, as aulas dos outros colegas – aplicável sempre que um docente pretenda atingir a classificação máxima em qualquer escalão (excelente); obrigatória nos casos de docentes em período probatório; docentes integrados no 2.º e 4.º escalão da carreira docente; docentes integrados na carreira que obtenham a menção de Insuficiente.
E por esta altura (primeira quinzena de julho) estão a terminar centenas e centenas de procedimentos cruciais para que sejam concluídos antes das férias os processos. Com a reunião de articulação entre avaliadores (interno e externo) fica reunida a documentação para os decisores de cada Agrupamento de Escolas poderem deliberar, classificar e comunicar a avaliação.
A avaliação dos professores é um enorme icebergue (de rigor, seriedade, dedicação de recursos) onde é sempre muito pouco o que se vê ou conhece.
Ao terminar esta fase, um pequeno gesto em gratidão e reconhecimento.

* Diretor do Centro de Formação de Associação de Escolas dos Concelhos de Aveiro e Albergaria-a-Velha (CFAECAAV) https://www.cfaecaav.cfae.pt/.
Formação CFAECAAV em https://cfaecaav.cfae.pt/media/cfaecaav/documentos/Plano_Form_25.26_CFAECAAV.pdf
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