Coligação PSD-CDS-PPM (Aveiro, 2025).

Os resultados das legislativas que ditaram o reforço da Aliança Democrática (AD) foram “um alento” para a campanha local, mas há naturais cautelas, atendendo a que são eleições distintas. Luís Souto mantém “as indicações muito boas” para “o centro direita” na ‘corrida’ autárquica em Aveiro, onde o Chega aparece a disputar ‘território’ também com um élan idêntico por força das últimas eleições.

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O candidato da coligação PSD-CDS-PPM disse, esta manhã, após a entrega das listas, que a candidatura liderada em Aveiro por Diogo Soares Machado “pode favorecer o PS” e ‘pisca o olho’ aos apoiantes do Chega. “Nós tínhamos aqui um espaço. O apelo que eu faço é que os militantes do Chega, não obstante a admiração nacional que têm por André Ventura, um político que veio do PSD, com qualidades que ninguém pode negar, mas a nível local, muito sinceramente, não vejo razão para que não se possam rever neste espaço que tem sido da AD, digamos assim”, declarou Luís Souto.

Sobre a alteração forçada devido a falha administrativo aquando do registo no Tribunal Constitucional da designação da coligação para ‘Aliança com Aveiro’, o candidato à Câmara relativiza: “Ninguém vai deixar de votar no PSD, CDS ou PPM pelo ‘Mais’, continuamos a ser uma Aliança que quer ‘Mais Aveiro’ mas vai aparecer no boletim do voto como ‘Aliança com Aveiro’, até havia pessoas, no início, para não mudarmos o nome, pelo carinho. Assim sendo, vamos em frente”, referiu.

Expetativa quanto à presença de Ribau na campanha

Luís Souto garantiu que Ribau Esteves, apesar da surpresa pelo lapso da direção nacional, “gostou e ficou satisfeito” com o recurso ao nome pelo qual venceu por três vezes as eleições no concelho. “Disse-nos vão em frente”, contou, relativizando, mais uma vez, a ausência do autarca na entrega da lista. O candidato lembrou que Ribau Esteves até delegava a tarefa de entrega da listas, quando concorreu no município, em representantes legais da candidatura. Confrontado com a presença do edil na entrega da lista da AD, aquando das últimas legislativas, associando-se a Luís Montenegro, Luís Souto lembrou que era “outro contexto”.  O cabeça de lista mantém, de resto, a expetativa de ter o presidente da Câmara ao seu lado em campanha. “Eu estou em diálogo, diria, quase diário com o engenheiro Ribau Esteves, isso para mim é q.b. Se, entretanto, ele tiver um bocadinho de agenda e até vier participar numa determinada ação, ficaremos muito contentes. Mas se não vier também não há problema, porque sei que está connosco”, referiu.

Legitimidade tanto para decidir até ao último dia como propor alterações

As semanas mais recentes têm sido marcadas por controvérsias devido a críticas da oposição a decisões camarárias na ponta final do mandato, como a demolição da casa da antiga sede da Cerciav ou o plano de pormenor da zona do Cais do Paraíso, onde se prevê um hotel de 12 pisos e centro de congressos. Luís Souto considera que são decisões legítimas, mas não esclarece claramente, mais uma vez, se poderá proceder a alterações caso seja eleito para liderar os destinos do município. “Ribau Esteves não está a esticar a corda, está a cumprir o seu mandato e tenho muito respeito por isso. Até ao último dia, tem plena legitimidade política e formal. Os candidatos podem dizer que alteram o que quiserem”, afirmou.  Luís Souto, inclusivamente, questionamos, ao que respondeu: “Isso é uma verdade de La Palice. Nós dissemos que somos a candidatura da continuidade com inovação, aguardem o nosso programa, sei que há muito ansiedade”, ironizou.

“500 ‘inputs’ vindos de cidadãos” atrasou programa eleitoral

O candidato do PSD-CDS-PPM aproveitou para justificar alguma “demora” na apresentação do programa da ‘Aliança’, “que está a sair do forno”, porque recebeu cerca de 500 ‘inputs’ vindos de cidadãos. “Isto é fantástico. Como poderia começar ao contrário, a anunciar ideias sem respeito por um processo que para nós de baixo para cima, auscultação de pessoas. Foi importantíssimo. Não é retórica, tivemos participação pública”, destacou, adiantando que as propostas vão ser reveladas no início do próximo mês.

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