UMTB, Eirol (Foto ERSUC).

Leonardo Oliveira Costa, vereador do PS na Câmara de Aveiro, questionou o posicionamento da maioria atual face à eventual ampliação da Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (UTMB) de Eirol, no sul do concelho. O vice-presidente garantiu que não foi alterada a oposição assumida no anterior mandato ao projeto, em que foi defendido o encerramento.

A intervenção do eleito socialista surgiu na sequência de declarações recentes do presidente da Agência Portuguesa de Ambiente (APA), José Pimenta Machado, dando mesmo como certo a extensão da ‘vida útil’ do aterro, que a concessionária ERSUC tem em marcha há algum tempo com estudos nesse sentido.

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Estará em causa a instalação de uma terceira célula para depósito de resíduos sólidos urbanos, prolongando a vida útil do aterro em operação desde 2012 por mais 12 anos, um plano acolhido pelo Governo.

“A intenção de manter aberto o aterro de Eirol e não só isso, mas também prolongar o seu tempo e capacidade de absorver mais resíduos, mais lixo, isso preocupam-nos”, referiu o vereador do PS, para quem “em primeiro devíamos estar a discutir o seu encerramento, sabendo que está a chegar à capacidade limite das duas cédulas”.

“Preocupa-nos também porque a população que vive em Eirol também merece qualidade de vida, merece esta atenção dada ao tema do aterro. O presidente da APA diz algo muito curioso, que não é possível abrir novos aterros, porque os municípios não querem. Pois é normal, como os outros não querem Aveiro continuará a receber o lixo dos outros, mais de 30 município. Aveiro já fez o seu papel coletivo, já prestou esse serviço, de receber e armazenar os seus lixos e o de outros”, afirmou Leonardo Oliveira Costa, lembrando que Aveiro “já pagou o preço por isso: nos odores, na paisagem, nas movimentações dos camiões, que passam, sobretudo, em Eixo”.

Para o vereador socialista, “está na altura da Câmara também fazer pressão”, considerando “importante ter uma posição em relação a estas declarações, porque deve ser mesmo a Câmara a pressionar numa solução diferente”.

“Sabemos que há intenção de construir uma estação com incineradora na Região Centro, mas as coisas estão atrasadas e não andam ao ritmo que Aveiro devia exigir, para os outros não há essa pressa”, acrescentou.

Além de questionar a posição da Câmara, o eleito quis saber se Aveiro exige “contrapartidas” se for em frente a ampliação do aterro.

Na resposta, Rui Santos, vice-presidente, começou por dizer que estamos perante “um assunto que deve ser tratado com todo o rigor e a cautela, até pela importância do mesmo”. “Soubemos das declarações pela comunicação social, não temos de gerir a Câmara e as relações institucionais pela comunicação social, mas pelos canais próprios e é isso que fazemos”, esclareceu, garantido, ainda assim, que a maioria em funções mantém a posição contrária à nova célula e a favor do fecho da unidade que foi defendida pelo anterior elenco camarário (mais declarações abaixo).

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