Imagem de artigo sobre Agostinho Coelho.

Convém antes de mais definir o que é “Colonialismo” é a política de exercer o controlo ou a autoridade sobre um território ocupado e administrado por um grupo de indivíduos com poder militar, ou por representantes do governo de um país ao qual esse território não pertencia, contra a vontade dos seus habitantes que, muitas vezes, são desapossados de parte dos seus bens (como terra arável ou de pastagem) e de eventuais direitos políticos que detinham.

Por Fernando Ferreira Dias *

Agostinho Coelho, oficial do Exercito nasceu em Aveiro no dia 9 de Junho de 1828, tendo falecido em Lisboa, a 13 de Novembro de 1888. A altura major, foi governador colonial português, o primeiro em que a Guiné, passou a ser considerada província portuguesa em 1879.

A data desta proclamação foi 18 de Março de 1879, através de um decreto de desanexação, passando a sua administração a ser independente da de Cabo Verde e passando Bolama a ser a capital da nova província. Governou apenas dois anos e como qualquer militar da altura, um serventuário do regime monárquico, chegando a criar um tribunal especial que aplicava punições físicas aos indígenas.

Foi a partir desta data que se considera que começaram a formar as elites que permitiriam a independência da Guiné-Bissau e foi este governador que conseguiu estancar a influencia nefasta de ingleses e sobretudo franceses, na ânsia de obter dividendos comerciais sublevaram os indígenas contra Portugal.

Convém dizer que a colónia era um lugar de vários presídios, onde criminosos julgados no continente europeu, iam para cumprimento das penas de degredo. Era também um local onde nativos eram apanhados e vendidos como escravos para a América, por traficantes mestiços ou negros lusitanizados.

Em 8 de Abril de 1880 foi condecorado com o grau de comendador da Ordem da Torre c Espada o primeiro Governador da Província da Guiné, já na altura tenente-coronel, por ter conseguido de modo enérgico sufocar, em Bolama, a revolta do batalhão de caçadores n.º 1 da África Ocidental, que tinha por fim constranger este aveirense Governador a soltar 2 oficiais daquele corpo, com processo de rebelião.

* Série de publicações ‘Personagens que fazem Aveiro’. Artigo publicado em Aveiro na História.

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