“A exigência tem de ser maior e não virar a cara à luta” – Miguel Valença (treinador do BM)

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Miguel Valença, treinador do Beira-Mar.
Comercio 780

O Beira-Mar somou este domingo mais um empate sofrido (2-2), na receção ao Camacha, no início da segunda volta do Campeonato de Portugal (Série B).

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Depois do último jogo para o campeonato em o Beira-Mar consentiu um empate após estar com três golos de vantagem, os aveirenses tiveram de recuperar de desvantagem no marcador por dois vezes, sem conseguir o golo que valeria três pontos importantes na fuga aos lugares perigosos da tabela classificativa.

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Ainda com Marcelo Santiago lesionado, Carlos Neto foi aposta no onze inicial como homem mais adiantado. Na defesa, Gil Dias ocupou a vaga de Diego Tavares, que cumpriu um jogo de castigo (5º amarelo). Rafinha, que desde a chegada de Miguel Valença vinha a ser aposta como médio / avançado direito, voltou ao banco.

O Camacha colocou-se em vantagem cedo e a reação beiramarense demorou, tendo a igualdade sido restabelecida em cima do intervalo após alguns desperdícios. Os visitantes voltaram a adiantar-se apanhando o Beira-Mar inclinado para o ataque. O empate chegaria ainda com muito tempo para dar a ‘cambalhota’, o que não sucedeu por falta da ‘estrelinha da sorte’ e, também, mérito do adversário.

“Só houve uma equipa a querer ganhar e outra a jogar no nosso erro”

Miguel Valença continua sem ganhar no Beira-Mar. O terceiro jogo desde domingo passado, obrigava a alguma gestão física. Mas foi na finalização que se continuaram a notar falhas. “Não quero falar em malapata, temos é de trabalhar mais para construir as vitórias. O primeiro golo dificultou-nos ainda mais”, referiu o treinador, queixando-se da existência de uma falta não assinalada que permitiu o adversário recuperar a bola.

“Só houve uma equipa a querer ganhar e outra a jogar no nosso erro, conseguimos chegar à baliza com mais gente e muitas vezes, mas estava um muro ali à frente. Eles fazem golo de qualquer maneira, nós quase que temos de derrubar o muro de Berlim para conseguir”, ironizou o técnico aveirense.

Sem lamentos por falta de sorte por faltarem golos, como voltou a acontecer este domingo, depois de lances perigosos desperdiçados nos jogos com o Machico e Académico de Viseu, Miguel Valença só vê uma forma de voltar às vitórias: “Trabalho diário e continuarmos focados. Temos de trabalhar ainda mais, a exigência tem de ser maior e não virar a cara à luta, muito pelo contrário”.

Discurso direto

“Foi um ponto saboroso. Não podíamos vir a Aveiro perder. O Camacha luta com as poucas armas que tem, estávamos com um guarda-redes quatro jogadores de campo no banco de suplentes. Fizemos alterações devido a castigos, colocar jogadores em outros lugares. Na primeira parte, tivemos bola, criar oportunidades e marcámos. Em alguns minutos, ‘estar por cima’ do Beira-Mar. Sofremos o empate quando estávamos com 10. Depois do intervalo, fomos com outra ideia. Continuámos a acreditar e fizemos o segundo golo com mérito próprio. Depois sofremos de bola parada o empate. O Beira-Mar carregou, podia ter feito o 3-2 na bola ao poste, nós também podíamos ter marcado novamente. O jogo estava partido. O 2-2 ajusta-se, mas pela nossa entrega e garra merecíamos sair com algo mais do que o ponto” – Christopher Pilar, treinador do Camacha.

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