
O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) é, desde a primeira hora, uma oportunidade única para a modernização estrutural de Portugal.
Por Pedro Veiga *
A mudança de Governo e a chegada da Aliança Democrática (AD) revelou um cenário de alerta vermelho: o cumprimento integral deste plano estava seriamente em risco por atrasos crónicos e má gestão. Face a esta realidade escondida pelos socialistas, o Governo liderado por Luís Montenegro viu-se obrigado a uma reestruturação financeira e operacional do PRR bastante complexa, substituindo projetos inviáveis, alterando prioridades desajustadas e colocando toda a capacidade instalada do país ao serviço do cumprimento rigoroso das metas, sob pena de perdermos fundos comunitários vitais para o nosso futuro coletivo.
Na área crítica da habitação, a herança deixada pela governação socialista revelou falhas estruturais. O anterior Governo dimensionou o PRR com debilidades evidentes, acentuando uma visão limitada que identificava apenas 26 mil casas como necessidade nacional. Em contraste, a realidade do país dizia outra coisa.
Esta realidade, mapeada pelos Municípios através das respetivas Estratégias Locais de Habitação, apontava para uma carência real de habitação superior a 130 mil casas. Ficou, também desta forma, demasiado evidente que a habitação nunca constituiu uma verdadeira prioridade política para o Partido Socialista.
Com a chegada da AD (PSD e CDS) ao Governo, operou-se uma mudança de paradigma, tendo sido aprovado um reforço orçamental substancial para a habitação, de cerca de 2.011 milhões de euros. Este reforço tem como objetivo garantir que todas as 59 mil candidaturas efetuadas pelos Municípios ao Programa de Apoio ao Acesso à Habitação (1º Direito) possam finalmente sair do papel e transformar a vida das famílias.
Enquanto a nível nacional se procurava fugir do desastre da gestão socialista, a realidade local demonstrou que a competência de gestão faz toda a diferença. O caso do Município de Anadia espelha exemplarmente a capacidade de entrega e concretização de uma entidade pública. Com um total de 37 novas habitações públicas concluídas, divididas em dois projetos fundamentais: a Quinta do Rangel, em Ancas, com 16 casas, e a Urbanização do Fojo, em Sangalhos, com 21 casas.
Anadia não só cumpriu todos os prazos, como ampliou de forma significativa a sua oferta de habitação pública.
Este sucesso notável resulta diretamente de um trabalho exigente, persistente e articulado do Município de Anadia, em estreita cooperação com o IHRU (Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana) e com o atual Governo. Estes dois projetos estruturantes não são meros blocos de cimento – são investimentos com impacto real que injetam dinamismo socioeconómico, apoiam famílias que precisam, fixam
jovens e dão novo valor acrescentado ao nosso território, provando que a boa governação transforma o financiamento europeu em coesão e desenvolvimento concreto.
Anadia prova que está no caminho certo e que esta dinâmica não vai parar. Com provas dadas, sentido de responsabilidade e uma visão clara de futuro, continuaremos a lutar pelo que realmente importa e a colocar as necessidades das pessoas em primeiro lugar. Porque para este executivo, o rumo é claro: Anadia Primeiro!
* Deputado Municipal Anadia Primeiro PSD – CDS.
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