Paços de concelho, Aveiro.

O presidente da Câmara de Aveiro reafirmou o empenho municipal em concretizar o projeto de vídeo vigilância, embora refreando as expectativas do Chega que anunciou, esta sexta-feira, em sede de reunião de executivo, a apresentação de uma proposta para o orçamento de 2026 de modo a avançar com o investimento em todo o concelho.

“A propósito de uma recorrente sensação de insegurança”, devido a atos de vandalismo e assaltos, o vereador Diogo Soares Machado retomou, em sede de reunião do executivo, esta sexta-feira à tarde, o compromisso do Chega apresentado nas últimas eleições autárquicas para instalar câmaras de vídeo vigilância.

“Defendemos que esta medida seja imediatamente estudada na vertente técnica e operacionalização, articulada com a PSP e GNR conforme o quadro legal”, afirmou.

Por isso, o eleito adiantou que “o Chega vai exigir que o projeto conste expressamente nas Grandes Opções do Plano para 2026, com dotação financeira, calendário e responsabilidade política assumida pela Câmara”.

Pretende-se “seguir exemplos concretos” adotados em cidades “comparáveis a Aveiro” que avançaram com a medida, ficando, assim, “mais capazes de prevenir o crime”.

Diogo Soares Machado estimou que seja necessário em Aveiro gastar entre 700 mil e 1 milhão de euros para garantir um sistema 200 câmaras em todo concelho, que poderá ser faseado. Um encargo “perfeitamente acomodável no orçamento” municipal que seria “inferior ao custo acumulado do vandalismo, da degradação urbana, da perda de investimento e da insegurança dos cidadãos, que não tem preço”.

Na resposta, o presidente da Câmara começou por afirmar que “o Chega não é o grande campeão da segurança”, uma vez que se trata de “uma preocupação de todos viver em ambiente seguro”.

“Um processo que está em andamento” e para continuar a “investir”  

Luís Souto recordou que é “um processo que está em andamento” desde o mandato anterior, “que envolve tecnologia e concertação com entidades policias, protocolos e assunção de despesas”, que pretende dar continuidade.  “Vamos investir em vídeo vigilância, não tenham dúvidas em relação isso. Também estava no nosso programa”, garantiu o edil não deixando de ressalvar a necessidade de ser “criterioso” nos locais para não criar “uma sociedade big brother” e dar atenção a “áreas mais sensíveis”.

O projeto piloto lançado pela anterior Câmara era para cobrir “zonas críticas” do centro da cidade. Uma opção que merece a concordância do edil, a que foi acrescentada, entretanto, uma nova zona com desenvolvimentos que potencialmente podem ocorrer e dinâmicas que se criaram”, não subscrevendo a necessidade de ir mais além.

“Existem incidentes de insegurança, mas não temos reporte da parte das autoridades. Uma coisa é a perceção das pessoas. As entidades policiais é que sabem dizer se estamos a atingir níveis crescentes”, ressalvou Luís Souto, adiantando que não é essa a informação da PSP ou GNR. Do que o edil também não abdica é assegurar mais policiamento ‘no terreno’. “Fizemos ver à polícia que precisamos de visibilidade da autoridade, é dissuasor”, adiantou reportando-se a uma recente reunião com o novo comandante distrital da PSP. ”

Paula Urbano, vereadora do PS, alertou para a ocorrência de assaltos em freguesias fora da cidade, “o que leva-nos a pensar que não é só na freguesias do centro, onde há mais turistas”, deixando para “os especialistas a opinião técnica como as coisas devem ser feitas”. Ficou uma nota de concordância em seguir “em frente com a vídeo vigilância”.

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