Tribunal de Aveiro.

Um homem de 44 anos confessou, no Tribunal de Aveiro, esta quarta-feira, a autoria de crimes de burla qualificada e furto.

O arguido, residente na Grande Lisboa, analista informático numa empresa de construção civil familiar, assumiu uma dezena de pagamentos através de serviços Payshop ou Pagaqui em estabelecimentos comerciais de vários concelhos da região, de onde fugiu sem entregar as respetivas quantias, e um furto de combustível em gasolineira (abasteceu cerca de 70 euros e também fugiu sem pagar).

Conforme a leitura resumida da acusação a que assistiu NotíciasdeAveiro.pt, os factos remontam a 2021, entre março e novembro, quando vivia pela zona de Aveiro, estando identificados no processo prejuízos de cerca de 800 euros, em pagamentos que variavam entre 50 e 100 euros de cada vez.

Acabou por ser detido durante buscas policiais à residência durante as quais foram apreendidos diversos objetos, incluindo telemóveis onde estavam registadas referências de pagamentos que motivaram as burlas, quase sempre associadas a gastos com apostas online.

O arguido invocou problemas familiares e financeiros que colocaram fim “à vida super estável que tinha”, além da “dependência do jogo online”.

“Confirmou tudo, estou arrependidíssimo. Independentemente de ser castigado, o mínimo que posso fazer é pedir desculpa aos lesados e pagar tudo, como tendo andado a pagar noutros processos”, disse ao tribunal, informando que cumpre atualmente um programa para adições, sujeitando-se a tratamento psiquiátrico e psicológico e está medicado.

Nas alegações finais, o Procurador do Ministério Público admitiu que a pena a aplicar terá de levar em conta a confissão dos factos, não obstante o historial do arguido que tem um registo criminal já com 33 páginas (furtos, burlas, condução sem carta) e soma várias condenações em multa, trabalho a favor da comunidade e até penas suspensas. “Deve ser condenado em pena de prisão, porem, estando mais compensado, deve ser pena suspensa”, aceitou o magistrado.

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