VECI é “carência antiga” dos Bombeiros de Ílhavo para intervir nos terminais portuários

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Porto de Aveiro.
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Os Bombeiros de Ílhavo depositam “confiança no apoio de empresas do Porto de Aveiro e autarquia local” para dotar a corporação de um Veículo Especial de Combate a Incêndio (VECI) que esteja preparado para a zona portuária, afirmou o presidente da Associação Humanitária.

Hélder Bartolomeu lembra que se trata de “uma carência antiga que continua a preocupar, atendendo às necessidades de intervenção em eventuais respostas em caso de ocorrências.”

O Porto de Aveiro, para além da carga geral, tem terminais e instalações de combustíveis e de produtos químicos perigosos, em fase de ampliação, que implicam exigências especiais, nomeadamente de um veículo capaz de atuar em cenários de incêndios.

Nesse sentido, a Associação Humanitária dos Bombeiros de Ílhavo tem a garantia de apoio da edilidade, para já, na elaboração e formalização de eventuais candidaturas aos Programas Operacionais do Portugal 2020.

Existe abertura, também, para formalização com as empresas do terminal químico de um acordo de colaboração.

“É complicado, temos tido conversas, e motivamos a Câmara para nos ajudar nesta problemática. Há três anos reunimos no âmbito da Proteção Civil, alertamos para esta necessidade”, referiu Hélder Bartolomeu.

Atendendo à existência de empresas que lidam com produtos perigosos, o presidente dos Bombeiros lembra que “têm responsabilidade, pois se houver necessidade de atuar, poderemos não ter capacidade para situações mais complicadas de resolver”.

Trata-se de “um veículo bastante caro”, que poderá rondar 450 mil a meio milhão de euros. Na zona de Aveiro, tirando Albergaria-a-Velha, que tem um veículo do género, embora “com mais de 20 anos”, não existem outros meios disponíveis.

“Somos os primeiros a ser chamados, este veículo tem de ficar localizado no concelho que tem o Porto de Aveiro na sua área”, afirma Hélder Bartolomeu.

“É um custo elevado, mas a dividir por todos pode ser mais acessível. Algumas destas empresas têm grande capacidade financeira, ajudariam também a garantirem a disponibilidade de meios de proximidade, o que é extremamente importante”, conclui o presidente dos Bombeiros.