Antiga colónia de férias, Torreira.

O futuro da antiga colónia de férias da Torreira, na Murtosa, propriedade do Estado, estará a entrar numa nova fase, segundo informações prestadas pelo presidente da edilidade.

O assunto voltou a ser levado à reunião do executivo pelo vereador independente Paulo Amorim, após um pedido de ‘ponto de situação’ apresentado em maio passado.

O eleito quis saber se, entretanto, ocorreram “desenvolvimentos concretos que permitam perspectivar uma solução para este assunto que se arrasta há demasiado tempo” e “transmitir aos munícipes alguma expetativa positiva relativamente à resolução deste processo”. Quis saber também “quais os próximos passos que o município pretende desencadear” de modo “a acompanhar a evolução de um dossiê que assume particular relevância para o concelho”.

Na resposta, o líder da edilidade informou que lhe foi comunicado por uma adjunta do Secretário de Estado do Turismo que “o Turismo de Portugal aguardava apenas a concordância da ESTAMO – Participações Imobiliárias S.A” – empresa estatal no portfólio da qual se encontra a antiga colónia – “relativamente às pelas procedimentais” do concurso de concessão associado ao programa REVIVE para o lançamento do mesmo, o procedimento definido nesta fase para dar ‘nova vida’ ao edificado e terrenos em causa.

Segundo Januário Cunha, a Câmara vai “solicitar uma reunião” com o Secretário de Estado “no sentido de lhe ser apresentado um cronograma efetivo para o desenvolvimento do concurso”.

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O eleito do PS na Câmara da Murtosa pediu mais empenho municipal em resolver vários problemas na freguesia da Torreira para os quais, considerando que a freguesia “merece uma estratégia séria de valorização dos seus equipamentos e espaços públicos”. Augusto Vidal Leite apontou o estado de abandono de vários equipamentos, como a Ludoteca da praia, o Centro de Educação Ambiental e a antiga lota, reclamando, também, melhoramentos no parque de merendas do Monte Branco.

Nos esclarecimentos, o líder da edilidade condicionou a reabertura da Ludoteca à necessidade de acautelar “questões de natureza legal associadas à permanência e acompanhamento de crianças” que habitualmente utilizam o espaço dedicado a atividades no areal, o que ainda não voltará a suceder este Verão.

Em relação ao Núcleo de Educação Ambiental, adiantou que está para arrancar uma empreitada de reabilitação das estruturas de madeira. Quanto à antiga lota, propriedade da Docapesca, continuará a ser usada como ‘base logística’ dos nadadores salvadores, pretendendo reunir com a empresa pública para abordar o estado de degradação e a possibilidade de servir para outras atividades.

O autarca comprometeu-se, entretanto, a pedir uma verificação dos problemas no parque de merendas do Monte Branco para em caso de necessidade proceder-se a reparações.

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