Tribunal de Aveiro.

Três homens, familiares, começaram a ser julgados no Tribunal de Aveiro por oito crimes de furtos qualificados em co-autoria ocorridos nos concelhos de Estarreja, Murtosa, Ílhavo e Cacia (Aveiro) durante o início de 2023.

O Núcleo de Investigação da GNR de Ovar começou por deter um dos envolvidos e no decurso do inquérito indiciou os restantes, um tio e um primo.

A Guarda ainda conseguiu recuperar embarcações de recreio (semi rígidos), motores de embarcação, atrelados para transporte de embarcações e motociclos.

O primeiro arguido que prestou declarações, pescador de longo curso, confessou os factos, assumindo que os dois outros acusados (pai e filho) acompanharam-no nos assaltos ocorridos nos primeiros meses de 2023.

“Nem foi por gosto nem dinheiro. Eu trabalhava, era operário fabril”, referiu o indivíduo de 25 anos, sem dar justificação para os assaltos. Garantiu, ainda, que não chegaram a vender nada, nomeadamente a sucateiros, contrariando a versão do Ministério Público.

O segundo arguido mostrou-se “completamente arrependido” de ter acompanhado nos furtos o primo e o pai. Este último também assumiu os factos, justificando um dos furtos “porque precisava de um barco” para a atividade da pesca. Confessou também que vendeu um motor furtado a sucateiro.

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