Polícia Judiciária.

Uma operação no âmbito do combate ao tráfico internacional de estupefacientes do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Portimão da Polícia Judiciária (PJ), em “estreita articulação” com o Corpo Nacional de Polícia (Espanha), passou, entre outras regiões do País, por Aveiro. A organização investigada sofreu um ‘duro golpe’ após dois anos de investigações.

O balanço final dá conta de cinco cidadãos estrangeiros detidos e a apreensão de cerca de 1.500 quilos de cocaína, bem como de armas de fogo.

Os detidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo a três deles sido aplicada a medida de coação de prisão preventiva. Os restantes aguardam a aplicação de medidas de coação.

Os mandados de busca e detenção decorreram nos distritos de Faro, Setúbal, Aveiro e Guarda.

Iniciada em 2023, a investigação “permitiu desmantelar uma organização criminosa transnacional, com bases em todo o território nacional e em Espanha” que assegurava “a introdução de elevadas quantidades de cocaína e haxixe, por via marítima e terrestre, as quais eram, posteriormente, distribuídas em toda a Península Ibérica.”

No decorrer da operação batizada pela PJ com o nome de código “Teia Branca” foram cumpridos 11 mandados de busca domiciliária.

Armas de guerra, semirreboques, lanchas rápidas e  “avultada quantia de dinheiro”

  • Segundo o comunicado, das diligências realizadas foi localizado e apreendido um acervo de armas automáticas e munições, designadamente seis metralhadoras AK 47 Kalashnikov com respetivos carregadores municiados, uma pistola metralhadora VZ61 Skorpion com carregadores municiados, duas pistolas Glock 17 e munições.
  • A PJ apreendeu, ainda, sete galeras (semirreboques para camiões) e sete lanchas rápidas suspeitas de serem usadas no tráfico de estupefacientes, bem como 22 veículos automóveis, a maioria de alta gama, cinco motociclos, três aparelhos bloqueadores de sinal (jammer), vários artigos de joalharia e relógios de marca de luxo avaliados em vários milhares de euros, “uma avultada quantia em dinheiro”, documentação falsa (passaporte, BI, carta de condução) e equipamentos informáticos e de comunicações.

Agência DEA (EUA) também deu apoio

“Face à complexidade desta operação”, foi prestada colaboração da Diretoria do Sul e da Diretoria do Norte da PJ, da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ, do DIC da Guarda, do DIC de Aveiro da PJ, da GNR (comando de Setúbal e outras unidades) e da Autoridade Marítima Nacional (AMN).

No âmbito da cooperação policial internacional, foi prestado apoio pela Polícia Nacional de Espanha através do Grupo Greco, pela DEA (agência federal dos EUA para o controlo de narcóticos) e pelo Centro de Análise e Operações Marítimas – Narcóticos (MAOC-N).

O inquérito é titulado pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DIAP).

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