Sever do Vouga: Novo presidente de Câmara anuncia “ruptura com o passado para criar um novo paradigma de desenvolvimento” local

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Pedro Amadeu Lobo, presidente da Câmara de Sever do Vouga.
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“Acreditamos que os próximos quatro anos serão um tempo de recuperação e futuro”. Pedro Amadeu Lobo (PSD), engenheiro de 43 anos, assumiu o cargo de presidente da Câmara de Sever do Vouga empenhado em iniciar no mandato de 2021-25 “um novo ciclo de desenvolvimento” na sequência das eleições de 26 de setembro que colocaram fim a 30 anos de maiorias PS.

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Ao intervir na tomada de posse, o novo edil antecipou “grandes desafios em tempos exigentes” para conseguir “corresponder às elevadas expetativas” criadas pelo “tempo de mudança” que prometeu na campanha e que veio a ter acolhimento eleitoral. Propõe-se, assim, seguir “novos caminhos e sinergias”, numa “aposta clara” que “só assumindo uma ruptura com o passado” será concretizada, impondo “construir uma nova esperança e um novo paradignma para o desenvolvimento do concelho”.

O PSD venceu as eleições para a Câmara com maioria relativa (3 eleitos). PS e CDS elegeram dois vereadores cada. A governação poderá, assim, depender de consensos entre os partidos em temas mais importantes.

Pedro Amadeu Logo apelou a que seja tido em conta o “compromisso sempre superior do interesse municipal”, desejando a colaboração dos seus pares, mas sem abdicar das suas propostas: “não ficaremos condicionados pelos resultados eleitorais de 26 de setembro; a ausência de maioria absoluta impõe aos partidos o dever acrescido de contribuir para o sucesso de um diálogo contínuo para o sucesso deste mandato”, acrescentou, vincando a necessidade da continuação de uma “boa cooperação institucional”.

Sever do Vouga, no entender do novo presidente, que era vereador no mandato anterior, “precisa de estabilidade para um novo ciclo de desenvolvimento, de diálogo e de cooperação institucional”, comprometendo-se em gerir a Câmara “aberto à sociedade e próximo das pessoas, para servir todos”.

A passagem de testemunho não foi como desejado pela nova maioria. “Não esperamos facilidades, serão acrescidas face ao longo período da governação anterior e à ausência de uma transferência pacífica e organizada”, lamentou o edil.

Para Pedro Amadeu Logo, “já não é o tempo de discutir a dimensão dos problemas” de Sever do Vouga “e adiar eventuais soluções”, mas “de agir, fazer e mudar” com a procura de parcerias e soluções mais rápidas”.

Na primeira linha das prioridades estarão a criação de emprego, o desenvolvimento económico, com um “apoio especial a zonas rurais”, travar “a queda contínua da população” e dar atenção a áreas como a educação, formação profissional, saúde (inverter a perda de serviços) e ação social, apostando na “valorização concelho como todo, sem separar a vila e freguesias”.

A Câmara quer, ainda, lançar um plano de desenvolvimento estratégico e “lutar junto do Governo por acessibilidades adequadas”, nomeadamente a “tirar da gaveta” o novo acesso à A25. Pretende, ainda, ver Sever do Vouga “verdadeiramente integrado na rota turística nacional, sem complexos de interioridade” para aproveitar o seu “enorme potencial” na atividade.

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