
O PS retomou na última Assembleia de Freguesia de São Jacinto a proposta apresentada pelo partido, localmente, aquando da reunião de reunião de Câmara descentralizada, em defesa da elaboração de uma estratégia municipal de turismo.
Um “tema que mereceu uma frontal oposição do Presidente da câmara, até em termos que nos dispensamos de comentar”, começa por criticar a nota dos socialistas de São Jacinto. E “como a Junta de Freguesia se pautou pelo silêncio e tem como prática habitual o seguir fielmente as posições do presidente da Câmara, também neste caso é legítimo concluir que não concordam com essa proposta”, acrescenta o PS.
Uma “posição totalmente errada” na opinião dos eleitos socialistas, justificando: “Quando falamos de turismo em São Jacinto, estamos a falar de algo que ultrapassa as estatísticas de passageiros no ferryboat ou na piscina, que ultrapassa a frequência dos restaurantes e dos comércios em geral. No que a São Jacinto respeita o turismo surge como uma oportunidade de criação de empregos e de fixação da população em idade produtiva”.
“Uma matéria complexa, que abarca disciplinas que vão desde o urbanismo e o ambiente, até à segurança e a mobilidade e por isso pouco compatível com rasgos isolados resultantes de inspirações de momento. Isso é o que temos tido, com os resultados visíveis”, lamenta o PS, defendendo a elaboração de uma “estratégia”, que “deveria começar por definir o que é importante para um turismo sustentável, um turismo que garanta a forma de vida e a segurança da população residente.”
Os eleitos de São Jacinto apontam problemas que devem ser tido em conta localmente, como limpeza de terrenos no perímetro urbano, existência de pocilgas a céu aberto, ocupação da via pública por parte dos pescadores desportivos, prática de caravanismo nos parques de estacionamento no perímetro urbano, a pesca e o estacionamento nas bermas da estrada nacional, bem como “a falta de uma verdadeira paragem para o ferryboat no Forte da Barra, incluindo instalações sanitárias”, a indisciplina no fundeamento de embarcações e as dificuldades no estacionamento e trânsito na marginal.
“Claro que definir uma estratégia é assumir compromissos. E claro que é isso que nem a Câmara nem a Junta pretendem assumir. E enquanto tal não acontecer, continuaremos a ver a Câmara preocupada com os acessos à Barra e à Costa Nova e a Junta a dar-nos música, animação e corridas às cores”, conclui a tomada de posição.
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