Ricardo Sousa assume que o Beira-Mar está mais pressionado para vencer

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Ricardo Sousa, treinador do Beira-Mar.
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O Beira-Mar somou este domingo o terceiro jogo sem vencer. O empate 1-1 nas Caldas da Rainha acabou por não ter alterações na tabela classificativa, mas o treinador Ricardo Sousa reforçou a necessidade da equipa somar vitórias rapidamente que permitam, pelo menos, tomar de assalto o segundo lugar, para já nas mãos do Fátima, com mais um ponto.

Os aveirenses vacilaram muito nos minutos iniciais do primeiro jogo de 2020 por força da intensidade imposta pelo Caldas.

“Entrámos mal no jogo, depois melhorámos. Tivemos mais oportunidades, marcámos um golo, continuámos com bola, a lateralizar, a fazer jogo interior com várias oportunidades. O Caldas num lance de contra ataque descobre um espaço entre os dois centrais e o Miotti faz penalti. Sem ver a repetição parece bem assinalado”, comentou o técnico aurinegro após a partida.

Após o intervalo, mesmo a jogar perante um adversário em inferioridade numérica, o Beira-Mar não levou ‘a água ao seu moinho’.

“A segunda parte foi mais parte repartida ao início, depois conseguimos ter bola e oportunidades, numa delas o Cícero é derrubado e ditou a expulsão. Colocámos mais homens na frente, fizemos uma substituição forçada do Arcanjo. Depois o Cissé pelo Artur para termos mais velocidade, estava a guardar a terceira para tirar um central, mas tivemos de substituir o Dieguinho, que tem tido febre. Mesmo assim tivemos dois ou três lances para chegar à vantagem, infelizmente não chegou. Mas foi um bom jogo, o empate ajusta-se. Agora a ter de haver algum vencedor em 75 minutos seria o Beira-Mar. Continuamos com os nossos objetivos”, acrescentou o treinador.

Ricardo Sousa não baixa os níveis de confiança pela perda de dois pontos, acreditando que é possível dar a volta por cima já na receção ao Benfica e Castelo Branco. “Estamos na luta, é um campeonato onde todos os jogos são difíceis. Agora temos de voltar rapidamente a ganhar jogos, para nos mantermos na luta pelo segundo lugar. Está a faltar-nos um pouco de sorte. A equipa trabalha arduamente, os jogadores foram inexcediveis, mas também jogamos com equipas boas”, disse.

Depois da chegada de Arcanjo, que “acrescenta qualidade”, dentro do orçamento previsto, Ricardo Sousa espera que direção possa ainda “fazer um esforço para mais um ou outra peça que nos possa ajudar”.

Discurso direto

“Entrámos muito bem, 25 minutos que só não foram perfeitos porque não marcámos. Ganhámos muitas bolas, tivemos algumas oportunidades flagrantes que não podemos desperdiçar. O Beira-Mar faz golo na segunda oportunidade, mas depois empatámos na penalidade.
A intenção na segunda parte era tomar conta do jogo e criar oportunidades. Nada a dizer sobre a expulsão. Ficou muito mais difícil, mas não houve nenhuma intervenção muito difícil do nosso guarda-redes. Tentámos explorar a velocidade na transição, não conseguimos chegar lá. Mas pela primeira parte, merecíamos mais” – José Vala, treinador do Caldas.

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