Reabertura de creches traz alegria das crianças e novos desafios às IPSS

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CSP da Vera Cruz, Aveiro (arquivo).
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Dois meses depois, as crianças voltaram ao Centro Social e Paroquial da Vera Cruz, em Aveiro. A reabertura, para além de condicionantes de saúde pública que é preciso acautelar, trouxeram desafios acrescidos ao nível da gestão desta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).

“Neste momento, e estabilizadas as medidas necessárias à prevenção do contágio, os receios centram-se na sustentabilidade da organização com acréscimo de despesas e diminuição de receitas. Mas este será o drama da grande maioria das organizações do sector social”, alerta Paula Hipólito, diretora geral.

O regresso foi animado. “As crianças que vieram hoje à creche reagiram bem, foi uma boa manhã, com o riso das crianças a ecoar nos jardins. Tínhamos saudades. Abrimos com 14 crianças das 158 que temos habitualmente. Foi um regresso tranquilo, mais tranquilo do que supúnhamos”, refere a responsável.

Para este período, foi necessário reajustar horários, procedimentos e metodologias, seguindo as orientações da Direção-Geral de Saúde (DGS). “Fomos adequando os procedimentos ao que é agora exigido. Houve a necessidade de refazer horários de pessoal, repensar circuitos, repensar modos de atuação. Todos os dias vamos ajustando e esta abertura com poucas crianças permite-nos perceber onde vão estar as maiores dificuldades operacionais com o regresso de mais crianças em junho. Confiantes e serenos.”, adiantou a diretora-geral.

Discurso direto

“As maiores dificuldades? Os preços dos materiais agora necessários (mascaras, álcool gel, tapetes virucidas, etc…); o facto de as instalações não terem mudado e termos que adequar as novas necessidades de mais espaço a um edifício que não cresceu; a necessidade de refazer horários e procedimentos que reduzam ao mínimo possível o contacto de um colaborador com varias pessoas; os colaboradores que faziam o apoio em varias salas, consoante as necessidades e os horários de maior afluxo de crianças, estão agora alocados apenas a uma sala; isto cria constrangimentos ao nível do numero de pessoas e ao nível da sustentabilidade da casa” – Paula Hipólito, CSP da Vera Cruz.

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