
E se, numa aula de ciências, os alunos estivessem envolvidos, a debater ideias, a colaborar com os colegas e a aprender geologia de forma lúdica? Rochas, sismos, vulcões, placas tectónicas … à primeira vista, a geologia pode parecer complicada ou até aborrecida! Para alguns, esta ciência está associada a conceitos difíceis, nomes estranhos e conteúdos distantes da realidade. Mas a geologia não tem de ser assim. Pode ser próxima e desafiante. E, sim, pode ser divertido!
Por Isabel Teixeira 1), J.C.Paiva 1)2), António Guerner Dias 1),3) e Cecília Guerra 2),4) *
Levar o lúdico para a sala de aula é uma forma natural de aproximar a aprendizagem do dia a dia dos alunos. Quando a geologia entra no formato de jogo, deixa de ser apenas um conjunto de conceitos a memorizar e passa a ser algo a explorar, discutir e compreender. Os alunos participam ativamente, fazem perguntas, explicam conceitos aos colegas e ganham confiança. Além disso, desenvolvem competências, como o pensamento crítico, a comunicação, a criatividade e o trabalho colaborativo, enquanto aprendem conceitos de geologia. Por exemplo, ao resolver enigmas, cumprir missões, ultrapassar desafios ou completar tarefas em grupo, os alunos desenvolvem competências essenciais, como a capacidade de resolução de problemas, enquanto se divertem.
Os jogos fazem parte do quotidiano dos alunos e acompanham-nos desde cedo como uma forma natural de explorar, experimentar e descobrir. Por isso, aprender sobre rochas, fósseis ou a dinâmica interna da Terra pode ser tão estimulante quanto jogar.
Para os professores, a aprendizagem baseada em jogos representa uma oportunidade de diversificar os recursos didáticos e adequar as atividades letivas a turmas cada vez mais heterogéneas e, muitas vezes, desmotivadas para com as atividades escolares. Não substituem outras metodologias de ensino, mas complementam-nas, criando momentos de aprendizagem significativos e envolventes.
Os jogos ajudam a tornar visível o que é abstrato e a dar sentido ao que, muitas vezes, parece distante e difícil de compreender pelos alunos. A geologia, à semelhança de outras ciências, beneficia deste tipo de recursos didáticos. Estudar a Terra, as suas transformações e a sua história ganha outro sentido quando os alunos são desafiados a tomar decisões, resolver problemas e aplicar conceitos em contextos do seu quotidiano durante a exploração de jogos didáticos.
Ensinar e aprender geologia pode ser tudo isto. Pode ser fundamentado e, ao mesmo tempo, entusiasmante. Quando a aprendizagem faz sentido e é envolvente, deixa de ser uma obrigação e converte-se num momento de descoberta.
Integrar o lúdico no ensino de geologia é, portanto, uma forma eficaz de aproximar a aprendizagem do quotidiano dos alunos. Ao explorar, experimentar e jogar, eles percebem que estudar a Terra não é apenas fundamental, mas também interessante! Na verdade, aprender geologia pode ser tão estimulante quanto jogar.
Afinal, aprender geologia pode ser (e é) divertido!
1) Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto (CIQUP), Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, Portugal;
2) Unidade de Ensino das Ciências (UEC), Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), Portugal;
3) Departamento de Geociências, Ambiente e Ordenamento do território (DGAOT), Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), Portugal;
4) Centro de Investigação Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro, Portugal.
* Artigo publicado originalmente no site UA.pt.
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