Qualificar em contexto interdisciplinar

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A importância da interdisciplinaridade já há muito que se tornou visível na investigação realizada nas universidades e nas empresas.

Por Paulo Jorge Ferreira *

As transformações rápidas e profundas com que hoje nos confrontamos tornam os ambientes multi e interdisciplinares essenciais para a criação de caminhos para o futuro. A procura de soluções para os grandes problemas – água, alimentação, energia, transportes, saúde, alterações climáticas, etc. – exige a mobilização de mais do que uma área do conhecimento e, em muitos casos, de novas áreas resultantes da sua combinação.

As disciplinas são pilares fundamentais do saber, dos quais continuarão a depender o ensino e a investigação. Mas a interdisciplinaridade está a complementar, sem substituir, esta disciplinaridade. Uma instituição de ensino superior que abrace a interdisciplinaridade aumentará o impacto direto na sociedade e a possibilidade de se afirmar no panorama regional, nacional e internacional.

Um exemplo recente do sucesso desta combinação de saberes é o Top Covid, um kit 100% vegetal para treino do desvio olfativo destinado a pacientes afetados pela covid-19. O produto resultou do trabalho de uma equipa multidisciplinar da Universidade de Aveiro constituída por especialistas da área da Química, da Psicologia e do Design, e de uma estreita colaboração com dois parceiros: a Sogrape Vinhos SA e o Serviço de Otorrinolaringologia do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE.

A importância da interdisciplinaridade já há muito que se tornou visível na investigação realizada nas universidades e nas empresas. Contudo, as suas consequências na formação têm merecido menos atenção. Os profissionais de hoje trabalham com frequência crescente em equipas multidisciplinares e de grande diversidade, e é cada vez mais importante que o ensino se adeque a esta forma de estar e aos novos métodos de trabalho.

A integração de saberes está a marcar o século XXI. Se a sociedade, as empresas e as organizações estão a mudar, se a forma de criar conhecimento está a mudar, então a forma de transmitir conhecimento irá também mudar. As universidades estão atentas e preparadas para responder e abraçar esta realidade.

Vale a pena considerar.

* Reitor da Universidade de Aveiro. Artigo publicado originalmente no Jornal de Notícias e site UA.pt.

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