PSD exige Aveiro de volta ao GPS do Governo do PS, agora “sem desculpas”

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Assembleia Municipal de Aveiro.
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As eleições legislativas não deixaram de ser comentadas, em jeito de balanço, ainda que abreviado, pelos partidos representados na Assembleia Municipal de Aveiro, aproveitando o período antes da ordem do dia.

Ribau Esteves, líder da edilidade, escusou-se a abordar o assunto, por entender que não deve fazer “intervenção política” no ‘parlamento’ local, “muito menos sobre eleições nacionais”.

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Pela bancada do PSD, Manuel Prior disse que o PS “deixa de ter desculpas” (por ficar a partir de agora “sem o espartilho da geringonça” e em maioria absoluta) e deve “atualizar Aveiro no seu GPS” da ação governativa, definindo, por exemplo, “se é a favor ou contra a ampliação do hospital” e de outros investimentos na área (sala de hemodinâmica hospitalar e cuidados primários) em que a Administração Regional de Saúde do Centro “não cede” na autorização, bem como atender a projetos locais que esperam um ‘empurrão’ determinante (habitação social, educação, infraestruturas várias, etc.).

Cumpriu-se a máxima “o povo vota sempre bem”, constatou, por sua vez, Pedro Pires da Rosa (PS), estranhando que nem todas as bancadas tivessem dado os parabéns ao vencedor das eleições, assim como a posição do Bloco de Esquerda, que “não percebeu nada do que se passou”. O vogal assistiu com “muita pena” a perda de representação parlamentar do CDS, “que faz falta”, admitindo que a erosão eleitoral do partido fundador da democracia possa ter resultado, também, da diluição ocorrida nos últimos anos em coligações autárquicas com o PSD, como aconteceu em Aveiro. Sobre o futuro governativo, o eleito espera que o PS “saiba honrar os votos que recebeu”, “uma oportunidade decisiva” em que “o povo não será nada meigo”. Está, no entanto, “convicto” que o Governo estará à altura e no final da legislativa “será um país bem melhor”.

“O Bloco assume a responsabilidade do chumbo do Orçamento e da perda de votos”, um “risco” que custou 14 deputados (incluindo os dois de Aveiro), assumiu a vogal Celme Cristina, deixando para a reflexão interna o momento de “tirar lições”. Sobre o desfecho eleitoral, disse que “mostra bem a rejeição das políticas da direita”, garantindo que os bloquistas estarão activos durante a legislatura “contra o perigo das maiorias absolutas e contra o racismo”.

O eleito do Chega, Gabriel Bernardo, deixou uma “saudação aos deputados eleitos”, em “especial” a Jorge Valsassina Galveias, o cabeça-de-lista do partido que conseguiu entrar na Assembleia da República, onde será “um acérrimo defensor do distrito”, apelando ao PS e PSD para não se esquecerem do mesmo e “saibam respeitar a vontade e escolha dos portugueses”.

Jorge Greno, porta-voz do CDS, dirigiu os parabéns ao PS, antecipando um período governativa que “vai ser diferente”, uma vez que não tem de atender “miúdos birrentos sempre a fazer pedidos”. Espera que seja alcançada a desejada “melhoria económica e a diminuição da dívida”. Quanto aos derrotados, incluindo o CDS, o líder da bancada constatou que “alguns já tiraram consequências” mas em “outros” casos “parece que está tudo bem”, ironizou numa referência ao seu partido. Por fim, destacou como “dado interessante” do ato eleitoral “o aumento de votos expressos” no concelho de Aveiro, mais 2100, a que merece dar atenção por não confirmar o aumento da abstenção.

PAN e PCP não abordaram o tema das legislativas numa reunião em que os comunistas usaram o seu tempo no período antes da ordem do dia para “honrar a memória” de António Regala, militante e autarca do partido, evocado em jeito de elogio fúnebre a que a Assembleia Municipal se associou com um minuto de silêncio.

Assistir à transmissão da reunião ordinária da Assembleia Municipal de Aveiro.

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