
O PSD de Aveiro “defende que o concelho deve ser visto como um município credível, que respeita os seus compromissos, os seus instrumentos de planeamento e que cria condições para atrair investimento e promover o desenvolvimento sustentável”, criticando a postura do PS ao pretender a revogação do Plano de Pormenor (PP) Cais do Paraíso. Ao mesmo tempo, reforça o aviso já deixado pelo presidente da Câmara apontando agora para a Assembleia Municipal: vacilar na decisão final afetará a imagem do município.
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Tomada de posição assumida pela concelhia liderada por Firmino Ferreira na sequência da última reunião extraordinária de executivo em que a proposta de não revogação apresentada pela coligação PSD-CDS-PPM foi rejeitada com os votos do PS e do Chega.
A estrutura local do PSD veio esta segunda-feira “manifestar”, em comunicado, “a sua profunda discordância e preocupação face às declarações contraditórias e manifestamente pobres proferidas” pelos vereadores socialistas.
Para os sociais democratas, “ficou claro que o PS tenta desviar o foco do essencial, afirmando que o problema não é o hotel em si, mas sim o turismo, o desenvolvimento e os empregos que o projeto poderá trazer para Aveiro”.
“Esta posição é, no mínimo incoerente. O turismo qualificado, o desenvolvimento económico e a criação de emprego são precisamente alguns dos principais desígnios que qualquer município moderno e ambicioso deve promover e defender”, refere o PSD.
Retomando os argumentos apresentados pelo líder da edilidade, Luís Souto, a concelhia lembra que a zona do Cais do Paraíso “encontra-se atualmente abandonada, degradada e sem qualquer dinamismo”, pelo que “carece urgentemente de uma requalificação séria e estruturada”.
O vice-presidente da Câmara, Rui Santos, assumiu na reunião do executivo que gostaria, pessoalmente, de ver a cércea do hotel mais reduzida e até uma localização alternativa.
O impacto do prédio não é abordado pela concelhia do PSD, preferindo sublinhar que o projeto previsto no PP aprovado no final do mandato anterior, “representa uma oportunidade concreta de investimento privado, com a instalação de um hotel de 5 estrelas, capaz de elevar a qualidade da oferta turística de Aveiro, aumentar a estadia média dos visitantes e gerar riqueza, emprego e notoriedade para o concelho e a região”.
A revogação vai ter ainda de ser votada e discutida na Assembleia Municipal, onde a Aliança com Aveiro tem maioria.
O PSD retoma o alerta deixado pelo presidente da Câmara na reunião do executivo, lembrando que “a revogação de um plano de pormenor exige razões excecionais e devidamente fundamentadas”, as quais “não existem, nem foram demonstradas.” Além do mais, considera que “qualquer tentativa de bloqueio ou retrocesso neste processo apenas fragiliza a imagem de Aveiro enquanto território fiável para investir”.
“Aveiro não pode continuar refém de discursos inconsequentes, contradições políticas e do imobilismo. O futuro do concelho constrói-se com decisões responsáveis, coragem política e uma visão clara de progresso”, insiste a concelhia ‘laranja’.
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