Plano Ferroviário Nacional: Anadia reafirma parecer negativo

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Estação da Curia, Anadia.
Comercio 780

A Câmara de Anadia reafirmou a sua oposição ao corredor ferroviário para servir comboios de ‘alta velocidade’.

Desta vez, a edilidade pronunciou-se a pretexto da consulta pública do Plano Ferroviário Nacional (PFN), “tendo dirigido à Infraestruturas de Portugal (IP) um conjunto de considerações” sobre as propostas ‘em cima da mesa’.

A maior preocupação diz respeito à futura linha de alta velocidade. que ligará Lisboa ao Porto. Para o município, “o PFN não apresenta fundamentação que justifique a necessidade de construção da referida infraestrutura”.

Anadia “tem vindo reiteradamente a discordar sobre a construção da nova linha, cujos traçados propostos sobrepõem-se a uma das maiores manchas vitivinícolas da região, pondo em causa a sobrevivência de diversos projetos enoturísticos de excelência já existentes, num dos setores de atividade mais importantes da economia local”.

Para a autarquia bairradina, a nova linha de alta velocidade Lisboa-Porto poderá acomodar também o tráfego de comboios intercidades, questionado “em que moldes se pode garantir a compatibilidade de circulação dos comboios de alta velocidade com os comboios intercidades, bem como, a redução pretendida para os tempos de viagem, entre as principais cidades abrangidas pela linha de alta velocidade?”.

No entendimento da edilidade, “deveria ser seguida a mesma abordagem deste Plano para outras linhas da rede ferroviária convencional, baseado num estudo fundamentado que avalie duas soluções de intervenção: a modernização da Linha do Norte, incluindo a sua ampliação sempre que possível; ou a construção de uma nova linha”.

Sobre o transporte de mercadorias, o PFN é visto como “pouco ambicioso”, porque “apenas identifica os principiais terminais rodoferroviários do país e não concretiza outras localizações adicionais para a criação de novos terminais complementares daquela rede de terminais logísticos”, dando como exemplo, a infraestrutura existente em Mogofores, “se melhorada e adaptada, poderia constituir-se como um novo terminal rodoferroviário”.

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