PCP repudia aumento do preço da água

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Sede da AdRA, Aveiro.

A realidade actual é de salários e pensões cada vez mais curtos, para fazer face às cada vez maiores despesas do mês. Os produtos alimentares aumentaram 18,9%, o gás de botija aumentou 19,5% e os produtos energéticos 27,6%. Enquanto que, segundo os últimos dados conhecidos, as remunerações brutas médias mensais por trabalhador caíram, em termos reais, 4,7% até Setembro.

É neste contexto, que a empresa Águas da Região de Aveiro (AdRA) anunciou um aumento brutal de 7,9% no tarifário da água e saneamento para 2023.

Aumento este que criará acrescidas dificuldades às famílias e às micro, pequenas e médias empresas, já fortemente penalizadas.

Acresce que, os trabalhadores daquela empresa, em Janeiro de 2023, continuam sem ver qualquer aumento salarial como, justamente, reivindicam.
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PS, PSD e CDS, instituíram a base para a privatização da água e a criação do mercado da água, pela aprovação da Lei da Água e da Titularidade dos Recursos Hídricos, retirando às autarquias locais a competência na área da captação e distribuição de água e recolha e tratamento de águas residuais, entregando-as a empresas multimunicipais, como a ADRA.

Comprova-se, uma vez mais, que a alienação da gestão da água a uma entidade externa aos municípios provocou elevados aumentos das tarifas e não assegurou qualquer melhoria da qualidade dos serviços, como apregoado pelo PS e PSD.

Por esse motivo, o PCP propôs em Janeiro deste ano uma Lei que impossibilite quaisquer novos contratos, ou a renovação de concessões, de forma a garantir a gestão pública da água.

É urgente a gestão pública da água, a fixação de preços máximos nos combustíveis, a reposição da taxa do IVA nos 6% na electricidade, no gás natural e no GPL, a criação de um regime de preços máximos, a aplicar a um Cabaz Alimentar Essencial, que defina um preço de referência para cada um dos produtos, com base nos custos reais e numa margem não especulativa, proibindo a venda a um preço superior sem justificação atendível.

PCP

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