“Passou o tempo das estratégias partidárias locais mesquinhas” – Salvador Malheiro (presidente da CM de Ovar)

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Tomada de posse dos orgãos autárquicos de Ovar.
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Salvador Malheiro (PSD), presidente reeleito para o terceiro mandato à frente da Câmara de Ovar, mostrou abertura para consensos na gestão autárquica local com outras forças partidárias, estejam representadas nos orgãos locais ou não.

“Analisámos todos os programas eleitorais, reconhecemos mérito em várias medidas, por isso, não se coíbam de apresentar propostas. Apesar da estrondosa maioria, continuamos a respeitar, a reconhecer e a defender as minorias. Todos têm um papel a cumprir e podem contribuir, ajudar, mesmo os que não tem representação, desde que estejam por bem, saibam dialogar e se apresentem de forma construtiva”, declarou o edil ao discursar na tomada de posse, este sábado.

Salvador Malheiro deixou ficar a “palavra de honra” que irá “analisar com rigor e seriedade” os contributos da oposição, “sem problema nenhum”, estando disposto “a colocar a sigla partidária de parte, sempre que os superiores interesses de Ovar estejam em causa”.

Nas eleições de 26 de setembro, o PSD manteve na Câmara sete eleitos e o PS dois. Uma vitória que o autarca do PSD diz ser “o reconhecimento da forma humilde como nos apresentamos, com correção e respeito pelos adversários”, assim como da “seriedade e realismo das nossas propostas”.

Um mandato que será “também de responsabilidade imensa, com enormes desafios”, porque “não vão ser tempos fáceis”.

Salvador Malheiro entende que ultrapassado o momento eleitoral, “hoje o que nos une é tudo”, com a certeza de todos quererem “ver o município na senda do progresso” e que “a melhoria da qualidade de vida vai prevalecer, face a todas as tentações político partidárias”.

“Passou o tempo das estratégias partidárias locais mesquinhas, que não resultaram”, disse, encarando a “pluralidade de opiniões e discussão sadia” como a forma de ter melhores decisões, pelo que espera, especialmente dos vereadores do PS, uma participação “construtiva, com propostas e sugestões válidas e realistas” para “ajudar a resolver problemas e dramas dos que mais precisam”.

Alguns dos objetivos prioritários

» “Não perder a oportunidade” da Estratégia Local de Habitação, com recursos já garantidos;
» “Dar o salto considerável na resolução do principal problema, que é a erosão costeira”, garantindo os quebra mar destacados e colocação artificial de areia em Cortegaça e Furadouro, depois da Câmara “ter executado tudo ao seu alcance, com projetos e estudos de impacte”;
» Aproveitar fundos do PRR em parceria com a Universidade de Aveiro e empresas de tecnologia, para criar um polo da Universidade de formação de quadros técnicos;
» Preparar e negociar a transferência de competências do Governo;
» Mais e melhores serviços de saúde, escolas, apoio social, tornar investimentos na ferrovia e estradas nacionais “finalmente uma realidade”, obras complementares à dragagem da ria e remoção de sedimentos da Barrinha “o mais rápido possível”, consolidação das zonas industriais e fiscalidade amiga das empresas;
» “Devolução da autonomia administrativa às oito freguesias”, uma vez que “a reforma administrativa não funcionou em Ovar e as populações saíram prejudicadas”.

Assistir à tomada de posse dos orgãos autárquicos de Ovar.

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