
Dois indivíduos, pai e filho, de nacionalidade venezuelana, ambos detidos preventivamente, foram condenados, esta manhã, no Tribunal de Aveiro a penas de prisão efetivas por assaltos violentos nos concelhos de Vagos, Ílhavo, Mira e Cantanhede tendo como alvo vítimas vulneráveis.
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O arguido mais velho recebeu a pena mais pesada, de sete anos de prisão, em cúmulo jurídico, por crimes de furto, roubo e sequestro. Já o filho foi condenado a uma pena única de cinco anos e seis meses de prisão, tendo sido absolvido de um roubo por não ser possível provar o seu envolvimento.
Os acusados foram absolvidos de outros crimes (sequestro e coação) por razões jurídicas. O acórdão condenou os acusados ao pagamento ao Estado de mais de 10 mil euros.
O arguido mais velho, de 42 anos, assumiu um roubo cometido por “necessidade de dinheiro”, mas negou que o filho tivesse participado. Versão que o tribunal rejeitou, atendendo às provas da investigação carreadas para o processo.
“Não poderiam estar a espera de outro desfecho”, referiu no comentário final a juíza presidente, censurando os arguidos pela “violência empregue, que extravasou o normal para pessoas inseridas profissional e socialmente, demonstrando uma personalidade altamente censurável e de grande malvadez pela violência gratuita usada”.
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