“Os cidadãos querem ir por este caminho” – Ribau Esteves

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Executivo camarário aveirense.

O presidente da Câmara de Aveiro está convicto que os munícipes subscrevem a opção de usar a receita para investir, em detrimento de acelerar a amortização da dívida, incluindo com recurso à venda de património, como tem sido preconizado pelo PS, de forma a aliviar a carga fiscal.

“Sentimos que os cidadãos querem ir por este caminho, de recuperar o atraso brutal em que ainda estamos metidos e ir para a linha de futuro”, declarou Ribau Esteves ao intervir na última reunião de executivo quando se discutia a proposta de revisão extraordinária do Programa de Ajustamento Financeiro (PAM).

É necessário, segundo justificou, aumentar a capacidade de investimento em várias áreas onde Aveiro tem “um atraso chocante”. Mas também para aproveitar oportunidades, antecipando a necessidade de “dar grande apoio” a um projeto a anunciar na abertura dos Techdays, que colocará o município “num outro patamar”, segundo disse, sem desvendar mais.

Ribau Esteves aproveitou para “exortar” o PS a “pegar na proposta” do plano e orçamento de 2019, a analisar nas próximas semanas, e “cortar os investimentos que são contra, o que não se deve fazer e pagar dívida”, mantendo a expectativa do município conseguir “antecipar em dois ou três anos” o prazo de saída do PAM, que está previsto apenas para 2023.

“Existem investimentos que podem ser desnecessários”, respondeu o vereador socialista Manuel Oliveira de Sousa, apontando como exemplos as novas piscinas, o pavilhão e os estudos para o parque de estacionamento subterrâneo no Rossio.

“Distinguimos o que é urgente, o importante terá o nosso apoio, do que será estratégico e carece de mais debate. Alguns dos investimentos não sabemos se são tão importantes para os condicionarmos a esta responsabilidade perante a dívida “, garantiu. O PS fará chegar, formalmente, os seus contributos para as Grandes Opções do Plano (GOP).

João Sousa, vereador do PS, voltou a garantir que existem condições para investir e amortizar dívida mais rapidamente. “Estamos com saldos de 52 milhões de euros. Com um bocadinho de esforço, é possível sair da ‘prisão’ do Fundo. A Câmara opta por fazer obra e os munícipes continuam a ser prejudicados”, criticou.

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