Ordem e préstimo no quartel

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Comandante Gouveia de Melo (Foto Notíciasaominuto).
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Felizmente que Portugal há sempre disponível para acolher quem seja capaz de prestar-lhe relevantes serviços.

Por Brasilino Godinho *

Só é necessário que, quando surjam as oportunidades disso acontecer, os “Donos Disto Tudo”, os seus homens de mão e capangas colocados em posições-chave da sociedade, sejam apanhados de surpresa e assim impedidos de bloquear os bons e genuínos propósitos de quem quer servir com competência e rigor a Pátria que muitos de nós portugueses tanto amamos.

Grande e insólita ironia: um oficial da Marinha integra Regimento de Infantaria Governamental, dá nas vistas e põe ordem e préstimo no quartel.

Até há poucos meses o Vice-Almirante Gouveia e Melo era pessoa desconhecida da esmagadora maioria da população portuguesa. Hoje desfruta de grande popularidade. Porquê?

Por que tendo sido destacado para, em regime transitório, integrar os quadros do Regimento de Infantaria Governamental, com a missão de chefiar um novo serviço de combate à Pandemia Covid-19 e de distribuição de vacinas contra os coronavírus que se instalaram em Portugal – e que à semelhança do Toyota vieram para ficar e sem recorrer, sublinho… a publicidade comercial idêntica à da empresa Salvador Caetano feita á época da introdução dos automóveis japoneses – tem orientado com grande eficácia os serviços que superiormente dirige.

A tal saliente ponto de evidência operacional circunscrita a um oficial de alta patente da Marinha de Guerra que até pôs em sentido os 70 oficiais da militarizada unidade de infantaria governamental; a qual, como é geralmente reconhecido pela sofridas classes pobre e média, releva de muitas irregularidades funcionais graves.
E aqui bate o ponto da contraposição com inequívoca conexão irónica.

Pois que numa desacreditada, embora muitíssimo dispendiosa para o Erário, unidade de infantaria governamental que asila no seu privativo aquartelamento 70 oficiais de alta, média e baixa patentes, foi preciso entrar nela o Vice-Almirante Gouveia e Melo para lhe introduzir ordem e préstimo.

Este registo de um marinheiro integrado numa unidade de infantaria a actuar com sentido de comando operacional e com reconhecido mérito, julgo ser caso único em Portugal. Deve ser enaltecido. E festejada a ironia que lhe subjaz.

Aqui me apresento a dar meu modesto contributo. Assim cumprindo obrigação cívica.

* Doutorado em Estudos Culturais, autor.
https://www.facebook.com/brasilino.godinho

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