Oliveira de Azeméis: “Concelho melhor é desígnio de todos”

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Joaquim Jorge, presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis.

O presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis deixou uma “mensagem de confiança e esperança no futuro” ao terminar a sua intervenção na sessão solene dos 220 anos de emancipação concelhia, celebrada este sábado com um programa que incluiu uma homenagem especial à indústria do vidro.

“Temos todos obrigação de deixar um concelho melhor e mais sustentável. Onde se possa viver com mais qualidade e mais felizes. Tenho consciência do que somos e temos muitos problemas para resolver, alguns muito complexos, mas acredito cegamente na força coletiva, na determinação, na raça, para juntos transformarmos Oliveira de Azeméis num dos melhores concelhos para viver e investir”, apelou Joaquim Jorge.

Nesse sentido, o edil deixaria um desafio: “Tem de ser uma ambição coletiva, um desígnio de todos”, vincou.

A homenagem aos pioneiros da produção vidreira deveu-se, segundo explicou, ao papel “marcante naquilo que é a realidade atual”. O vidro “contribuiu muito para o que somos hoje”, disse.

“Temos razões para estarmos orgulhosos do nosso passado, do concelho que construímos, por gente honesta e trabalhadora, que lavrou estas terras com as suas mãos, que moldou o vidro, e fê-lo com determinação de quem sabe o que quer, pessoas corajosas”, afirmou Joaquim Jorge na sessão que decorreu na biblioteca municipal Ferreira de Castro.

“Temos de estar orgulhosos do trajeto coletivo, do concelho que somos, que empreende, surpreende, de gente que sabe fazer, faz bem cá dentro e lá fora, dignos embaixadores”, acrescentou o presidente.

A Câmara quis assinalar no 220º aniversário “de forma simbólica” o trajeto do concelho, onde existe “uma realidade industrial fabulosa, que prospera graças à capacidade e dinamismo, mas também à força de trabalho, com produtos de grande qualidade, mão de obra que rivaliza com os países mais evoluídos, nos moldes, no calçado, nas louças ou nos colchões”, elogiou Joaquim Jorge.

O edil destacou ainda o “movimento associativo extraordinário, que promove a cultura e tradições, os estabelecimentos de ensino de grande qualidade, que formam e capacitam” o o facto do concelho ser “referenciado também no desporto.”

Referiu ainda uma qualidade no “ADN” dos oliveirenses, “de ajudar quem mais necessita, em articulação e rede com as IPSS, a Igreja e a sociedade civil para atenuar o sofrimento de quem menos tem”.

O município decidiu homenagear cinco personalidades ligadas à indústria do vidro: Pedro Moreno, da Casa do Côvo, os industriais Júlio Gomes da Silva Mateiro e Augusto de Oliveira Guerra (a título póstumo), e ainda os vidreiros José Maria Costa e Alfredo Morgado.

Na Galeria Tomás Costa está patente a exposição “A história da Vitrea de Oliveira de Azeméis”.

Exposição sobre as indústrias vidreiras de Oliveira de Azeméis.

O Vidro em Oliveira de Azeméis