
O turismo tem vindo a assumir uma importância crescente nas estratégias de desenvolvimento nacional e regional.
Por Luís Miguel Calha *
Apesar do cenário de instabilidade internacional, as previsões da Organização Mundial do Turismo são de um contexto favorável para o crescimento desta importante atividade da economia nacional.
Os dados mais recentes confirmam esta tendência. Se nos circunscrevermos a 2024, o número de turistas estrangeiros voltou a aumentar, ultrapassando os 29 milhões, o que para além de revelar uma crescente sedução pelos encantos do nosso país, indica a robustez da consolidação do turismo internacional em Portugal.
As dormidas e hóspedes totais também aumentaram, com quase 88,3 milhões de dormidas, o que reforça o peso do setor na economia nacional.
A oferta diversificada e de qualidade, a capacidade de reinvenção e inovação, a aposta nas novas tecnologias de informação e comunicação, e as parcerias entre os players turísticos e a administração central, entidades regionais de turismo e autarquias locais, a par da forte aposta na internacionalização do destino Portugal, são apenas alguns fatores que explicam uma realidade inquestionável: o nosso País está na moda.
A transversalidade da atividade turística tem um efeito multiplicador na economia do País. Impulsiona várias áreas de atividade. O comércio local, a restauração, a hotelaria, os transportes e vários outros serviços.
Se pensarmos que o turismo desempenha um papel central na captação de investimento e consequentemente na geração de emprego, está explicada a crescente competitividade entre os diferentes territórios.
E esta competitividade tem tradução concreta na criação de infraestruturas vocacionadas para os turistas, no marketing territorial e branding das marcas, na criação de novos produtos turísticos e de experiências genuínas e diferenciadoras. Assim se têm consolidado e ampliado imagens positivas dos destinos.
Mas o turismo terá mais futuro assim seja planeado e estruturado numa lógica de sustentabilidade. A preservação do ambiente, infraestruturas e recursos naturais e culturais – são elementos decisivos para o equilíbrio desta atividade e a sua evolução.
Por outro lado, o impacto do turismo na auto-estima das comunidades locais tem um valor inestimável. Quando se aposta na autenticidade, na valorização da gastronomia e vinhos, ambiente e natureza, património cultural material e imaterial, os residentes sentem orgulho das suas raízes e da sua identidade, percecionam os benefícios reais do turismo e contribuem para acolher bem e melhorar a experiência do visitante.
Será também por isso que cada vez mais se fala da “sustentabilidade com base na comunidade”. A aceitação e satisfação emocional das pessoas, traduz-se numa melhor recetividade ao turista, partilha de conhecimento sobre o território, perceção dos benefícios económicos que se geram. E os cidadãos tendem a assumir-se como embaixadores da sua terra.
A evolução do turismo depende de muitas variáveis. Mas a satisfação emocional das pessoas deve estar sempre presente. Porque faz parte do futuro que é preciso construir.
* Consultor de Turismo. Artigo publicado originalmente no site Publituris.
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