
Quem percorre a Região Centro, mas não só, facilmente identifica milhares e milhares de árvores tombadas ou decepadas. O que vai acontecer a esse material lenhoso? São milhões de árvores caídas…
Por Vasco Paiva *
O Governo fala em que é uma prioridade a retirada das árvores afectadas, partidas ou derrubadas pelas tempestades e até adianta que está a preparar legislação para entrar (?!…) nos terrenos particulares para levar essa madeira…
A questão é se é paga aos proprietários e a que preço.
A “abundância” de madeira de Pinheiro bravo pode facilitar uma baixa de preços no mercado. E daqui a poucos anos vai haver falta de madeira…
Em relação à madeira de eucalipto, as celuloses comprometeram-se a recepcionar toda a madeira e a manterem o preço.
É URGENTE que se criem PARQUES de RECEPÇÃO do MATERIAL LENHOSO, criados pelo Estado com as Associações, que permitam manter os preços e ajudar na limpeza dos territórios antes do Verão.
O PCP e Associações de Proprietários Florestais já o reclamaram. É preciso que os proprietários florestais sejam devidamente remunerados para não serem mais uma vez penalizados.
É necessário criar mecanismos de apoio simplificados aos agricultores e proprietários para que possam rearborizar os terrenos afectados!
Também nos meios urbanos, é preciso que as Câmaras, nomeadamente a Câmara Municipal de Coimbra, esclareçam o destino da madeira das árvores cortadas ou tombadas e o que vão fazer, e como, para repor árvores ali onde caíram. As cidades e vilas não podem ficar desertas de árvores.
* Engenheiro florestal.
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