O outro lado da Pandemia

2004
Desenho infantil (Facebook).

A solidariedade desabrocha a cada instante e no recanto de um coração vemos a saudade e a ausência dos que partiram e daqueles que mesmo perto estão tão longe!

Por Ângela Almeida *

Chegou sem avisar, em plena Primavera deserta como que numa correria pacífica questionamos a própria existência. Vivemos num tempo novo, num desafio constante numa corrida como que fugindo do nada.

Um nada que a Todos incomoda e traz inquietação.

Somos convidados, subitamente a ficar em casa, a ficar isolados de todos, mais ligados a um Mundo novo, um Mundo onde o melhor para o outro é não estar com Ele.

Um Mundo confinado às quatro paredes de uma casa nova redescoberta todos os dias, por novos e velhos que subitamente se ligam às novas tecnologias, de uma forma nunca vista, para matar saudades!

Mudam-se os paradigmas e os efeitos colaterais da Pandemia aparecem em cada canto e esquina!

Nada mais será como antes… os cumprimentos e despedidas serão reajustadas e sem esperarmos tudo muda e se adapta a um tempo novo.

A solidariedade desabrocha a cada instante e no recanto de um coração vemos a saudade e a ausência dos que partiram e daqueles que mesmo perto estão tão longe!

Instituições, Autarquias e simplesmente Particulares juntam-se com o mesmo objectivo, o bem comum!

De repente temos Tempo, um tempo com tempo e diferente de outros Tempos!

Um Tempo com tempo para falar, para cuidar, para mudar e Amar no silêncio do lar e na doação ao outro!

Um Tempo de renascer, de repensar, de redescobrir, de reactivar, de reagir! Tempo de fazer desabrochar os sentimentos mais nobres e belos do Ser Humano: a Solidariedade, a Misericórdia, a Doação, a Amizade, o Amor…Tempo de descansar o olhar cansado na Natureza, e despertar para um novo Dia!

Um dia sem dor, sem o Vírus mau nem a Pandemia que a todos atormenta! Um Dia, onde as flores vão surgir e em cada gesto de Amor, como um beijo e um abraço, vamos Todos descobrir, que o que não nos matou tornou-nos mais Fortes e Melhores!

Mais Fortes como Pessoas, como Família, como Amigos, como Católicos, como Comunidade! Menos Egoístas e mais Solidários, simplesmente mais Humanos!

“Vamos todos ficar bem”

Angela Almeida.

* Presidente da Junta de Freguesia de Esgueira, concelho de Aveiro.

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