O caso João Rendeiro

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João Rendeiro, ex-administrador do falido Banco Privado Português (BPP), condenado em 3 processos judiciais por crimes cometidos na gestão da referida instituição, está foragido à Justiça em parte incerta do estrangeiro.

Por Brasilino Godinho *

A edição do Tal & Qual de hoje insere uma entrevista com o fugitivo bem demonstrativa do que é e como funciona a chamada Justiça que se exerce em Portugal.

Se de outra legal funcionalidade da Justiça, vigente num Estado de Direito, tivéssemos registo e evidência em Portugal, decerto que assertivas conclusões se extrairiam da conversa tida pelos jornalistas com João Rendeiro, através da CNN de Portugal.

Não obstante, dos conhecidos aspectos negativos correlacionados com a fragilidade e deficiências do sistema judiciário português e de não se conseguir certeza sobre a veracidade da afirmação de João Rendeiro: “Não devo um cêntimo a ninguém” sobressai da leitura da entrevista e do conhecimento da suscitada reacção do seu ex-advogado, dr. Carlos do Paulo, a impressão de que alguém está mentindo.

Não é credível que, com ligeireza, a justiça se tenha distraído e não haja apreendido o passaporte logo que uma das sentenças (cinco anos de prisão) transitou em julgado ou quando Rendeiro a informou que ia passar uns dias em Londres.

Nem se acredita que ele não tenha dito à esposa de que ia fugir de Portugal e que se propunha vender valiosas obras de arte confiadas pelo tribunal à guarda da sua mulher. Além de que tais afirmações poderão traduzir a tentativa de ilibar a consorte.

Outrossim, se fica ignorando quem fala verdade: se João Rendeiro que, na entrevista, diz que quem planeou a sua fuga foi o seu ex-advogado dr. Carlos do Paulo que teria tido essa iniciativa; se o ex-dvogado que a nega peremptoriamente. Neste desmentido do advogado também se pode admitir que ele se queira livrar de responsabilidades.

Enfim, do escandaloso, dramático, tenebroso, quadro judicial do BES/Ricardo Salgado e também deste obscuro caso João Rendeiro se extrai a conclusão de que Portugal, na condição vigente de Estado Maçónico, não é um Estado de Direito e de que nele a Justiça é algo de fantasioso que muito enegrece, prejudica, subverte e desvaloriza a nação portuguesa.

* Doutorado em Estudos Culturais, autor. https://www.facebook.com/brasilino.godinho

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