Assembleia da República.

Instalados os órgãos na Freguesia de Avelãs de Caminho, as cadeiras ainda nem quentes estavam quando se dá conta que o acampamento feminino no executivo não é legal.

Por Micael Vidal *

Afinal aqui, nas terras dos orgulhosos “Gauleses” a lei a cumprir é a da República Portuguesa e não a lei própria de cada qual. Espanto para muitos, a experiência no lugar
cimeiro da Assembleia de nada valeu para uma regra tão básica da nossa democracia!

A paridade sempre será para cumprir. Valeu o “Espírito Santo de orelha” para remediar a ilegalidade que vinha passando entre os pingos da chuva.

Sessão iniciada, não tem ordem antes do dia nem o público tem a palavra. Membro do executivo destituído. Assembleia com 10 membros (não fosse a cadeira arrefecer). Pareceres contrários. Suspender a Assembleia não foi opção.

Vamos então cumprir a lei.
Homem candidato, votação feita. Homem eleito, homem renunciou.
Novo homem candidato, nova votação. Homem eleito, homem renunciou.
Acabaram os homens! (presentes da lista vencedora no executivo)
Nova votação. Mulher candidata, mulher eleita. Fica na cadeira de onde não saiu para não arrefecer!
Assembleia com 9 membros.

Aqui, nas terras dos “Gauleses”, vota-se de forma peculiar, parece que estamos numa votação do delegado de turma na primária! (Será que estamos a ficar muito semelhantes à Assembleia de São Bento, muitos por lá berram, gesticulam e arremessam papéis, comportamentos distantes da seriedade necessária de quem tem em mãos as decisões
públicas. Será que teremos por cá cópias um dia destes? O futuro dirá.)

Fim da sessão! Tudo na mesma.
Pecou pela falta da dança das cadeiras, afinal o inverno já se começa a fazer sentir e ainda alguém se podia constipar numa cadeira fria.

Aqui, na “Galia”, a “paridadefix” é uma lei que se enquadra na designação “todes”.

* Anadia Primeiro – PSD / CDS.

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