Murtosa: “Raul Vaz – Homem, Médico e Escritor”

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“Raul Vaz – Homem, Médico e Escritor”.
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O auditório da COMUR-Museu Municipal da Murtosa recebe, no próximo dia 5 de janeiro, pelas 15:00, a sessão “Raul Vaz – Homem, Médico e Escritor”, organizada pelo Município da Murtosa, que evocará a memória do ilustre murtoseiro.

A evento contará com a presença de Luís André, médico e amigo do homenageado, que traçará o perfil e a marca de Raul Vaz, nas suas múltiplas dimensões, da medicina às artes.

Depois da sessão será descerrada, oficialmente, a placa toponímica da Rua Dr. Raul Vaz, que interliga da rotunda das piscinas (Avenida do Emigrante) à Rua União Beneficente Murtoense e que representa, simbolicamente, a homenagem do Município da Murtosa a esta eminente personalidade marinhoa.

Raul Fernando Pinho Vaz nasceu no dia 4 de janeiro de 1931 no, então, lugar do Monte da freguesia da Murtosa.

Estudou medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, entre 1950 e 1957. No final do curso, mesmo perante a proposta de continuar ligado ao meio universitário, escolheu regressar à sua Murtosa, onde passou a exercer medicina, com consultórios próprios, primeiro no Ribeiro, na casa onde vivia, e mais tarde em Pardelhas e Bunheiro.

Trabalhou no Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Murtosa e foi médico da Casa dos Pescadores (Murtosa e Torreira) durante 16 anos.

Lutou, de forma empenhada, pela instalação de unidades de saúde com serviço universal às populações, tendo concretizado a abertura dos centros de Saúde da Murtosa e da Estarreja, valências que chegou a dirigir em simultâneo. Foi chefe de serviço de saúde pública, diretor do centro de saúde e delegado de saúde da Murtosa até à sua aposentação.

Coordenou o importante estudo epidemiológico caso-controlo que evidenciou o nexo de causalidade entre a poluição da Ria de Aveiro pelo mercúrio e a doença nas crianças das populações ribeirinhas, publicado na Revista Portuguesa de Saúde Pública, em 1992.

Paralelamente à profissão de médico, o Dr. Raul Vaz cultivou, sempre, uma paixão pelas artes e, de um modo particular, pela escrita. Deu à estampa 13 livros e em todos teve a Murtosa como mote.

Faleceu, na sua terra natal, no dia 17 de janeiro de 2015.