Luís Montenegro em Aveiro (Foto partilhada pelo Facebook Aradas - Aliança Com Aveiro).

“Estamos alegres, porque somos portadores de um legado de que temos orgulho. Percorremos a Avenida, é visível a transformação que ali ocorreu, é essa Aveiro que queremos, com qualidade para todos”. Luís Souto evocou a gestão de Ribau Esteves no início da intervenção do almoço que finalizou a passagem de Luís Montenegro por Aveiro, este sábado, antes de agradecer a segunda ‘aparição’ em contexto de campanha autárquica depois da apresentação do cabeça de lista. Elogio que o presidente da Câmara já não ouviu, uma vez que não esteve depois da receção na sede de campanha e ‘arruada’ pela cidade.

Luís Souto recordou que o presidente do partido é “apoiante” da sua candidatura “desde a hora menos um”, algo que “não vou esquecer, independentemente de qualquer resultado para o resto da minha vida”, disse, agradecendo a confiança.

O candidato da coligação PSD-CDS-PPM garantiu que tem “levado muito a sério o repto” da líder do PSD para “abertura à sociedade”, com a chamada de independentes, mesmo que “criticado por isso”, como forma de “libertar o que de melhor em cada pessoa no seu local de trabalho, o pequeno empresário, o médico e o grande empresário, também, porque não, porque nós queremos, ao contrário da oposição, mais investimento em Aveiro”.

Aproveitou a presença do Primeiro-Ministro para pedir “justiça” em carências por resolver, esperando “em muito pouco tempo medidas muito concretas para o problema número um”, embora generalizado, que é o da habitação, lembrando que o PS não cumpriu as metas propostas. Elogiando “a coragem” do Governo em fazer mexidas no “famigerado IHRU” (instituto público que tutela a habitação social), defendeu que as autarquias também sejam envolvidas. Luís Souto referiu-se a edifícios do Estado abandonados e terrenos sem uso “há décadas” em Aveiro, comprometendo-se a retomar contactos governamentais “logo após tomar posse” para conseguir a transferência dos mesmos para a alçada municipal.

O cabeça de lista alertou que, à semelhança do País, há uma “coligação negativa Chega – PS” que “também está a ser ensaiada em Aveiro com surpresa, que unem-se para nos combater”. Um “populismo de direita e de extrema-esquerda, que o PS neste momento corporiza em Aveiro, a que não podemos ceder”, disse.

Discurso direto

“É muito reconfortante ver a dinâmica imprimida por Luís Souto, dar expressão à confiança que sempre tivemos nas tuas características, na tua paixão, competência, despreendimento para a tarefa de ser candidato, mas sobretudo para a missão de liderar a Câmara. Estamos confiantes. Eu não tenho dúvidas, vamos ganhar estas eleições para continuar a dar a Aveiro uma esperança assente num trilho de transformação e políticas públicas que ajudam e estimulam a qualidade de vida. Muitos parabéns pelo que já fizeste, Luís”.

“Tínhamos muito com que prestar contas do que fazemos no Governo e do que queremos que seja uma parceria com o município cada vez mais virtuosa. Podíamos falar da transformação na mobilidade, na rodovia, na ferrovia, uma política aeroportuária com ambição, das políticas de valorização do Serviço Nacional de Saúde, e que Aveiro bem sabe, através de investimentos nas unidades de saúde familiares e também nos hospitais, e a realidade que nós vamos ter em Aveiro é um hospital absolutamente requalificado ao serviço desta cidade e região. Na habitação, está na agenda com a intervenção do Governo. Decidimos acrescentar mais investimento, proporcionando aos municípios a possibilidade de construir rapidamente, mais simples e com menos burocracia, com financiamento a custo muito favorável. Estamos a olhar para o património do Estado, para requalificar e colocar no mercado.  Esta semana decidimos na vertente de estímulo ao mercado mesmo. Construir com IVA a taxa reduzida, desde que se sejam colocadas no mercado casas até 648 mil euros. Dirão é muito dinheiro, é. Como chegamos a esse valor ? Da mesma forma que chegámos ao limiar máximo de  2.300 euros de renda. Entre os 400 e os 2.300 os senhorios pagam menos impostos e podem ter retorno que favorece colocar a casa no mercado. Quando falamos agora nestes valores de aquisição e renda não estamos a excluir os programas daqueles que têm necessidades maiores ” – Luís Montenegro, presidente do PSD e Primeiro-Ministro.

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