Lixos: Confirmada a greve na ERSUC

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O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL) confirma a greve de 48 horas, nos dias 28 e 29 deste mês, que irá afectar quatro empresas do sector de resíduos do Grupo EGF, incluindo a ERSUC, prestadora do serviço de recolha de resíduos de vários municípios na região de Aveiro.

Uma paralização para exigir “salários justos, carreiras dignas, suplemento de risco e um Acordo Coletivo de Ttabalho (ACT) que valorize profissional e socialmente os trabalhadores.”

O Grupo EGF tem cerca de 1.000 trabalhadores ao serviço em 91 municípios dos distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria, Vila Real e Viseu.

“Face ao agravamento dos problemas nos locais de trabalho e perante a atitude de desrespeito pelas organizações sindicais, pelos trabalhadores e recusa em negociar um ACT demonstrados pela EGF, não resta outro caminho aos trabalhadores que não seja exigir, com a sua luta, as respostas que se impõem”, refere uma nota de imprensa.

Os trabalhadores recusam servir como “peças descartáveis” nas empresas, acusando o grupo de continuar a “desvalorizar o trabalho, desrespeitar a contratação e a fugir à obrigação de negociar, reafirmando que a pandemia não pode impedir a melhoria dos direitos.”

A greve serve para exigir a valorização da carreira, nomeadamente “o aumento imediato dos salários, dos subsídios de refeição, de transporte e de outras prestações, que reponham o poder de compra perdido nos últimos anos”, bem como “a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro do surto epidémico que atravessamos” com “regulamentação de um suplemento de risco” e “o respeito pelas normas de saúde e segurança no trabalho”.

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