
A Câmara de Ílhavo informa que realizou, no fim de semana que passou, “recenseamentos de tráfego para avaliação da acessibilidade às praias” do concelho.
Apesar de existirem alguns dados sobre deslocações baseados, por exemplo, em dados do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT),espera-se que aquele tipo de contagem e inquérito permita “conhecer as principais dinâmicas da procura e, simultaneamente, compreender as necessidades de mobilidade.”
As ações de recolha de informação de recenseamento de tráfego tiveram como ‘alvo’ os acessos às praias da Costa Nova e da Barra, tendo sido realizadas “no âmbito dos instrumentos previstos no Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).”
Segundo explica a edilidade ilhavense, “as contagens de tráfego e os inquéritos realizados são ferramentas técnicas que permitirão, de forma sólida e sustentada, avaliar possíveis soluções que minimizem ou diminuam os constrangimentos na acessibilidade” às zonas balneares no período do verão.
“Desta forma, futuras decisões e opções de políticas de mobilidade tornam-se mais estruturadas, robustas e fundamentadas, excluindo-se a sustentação em meras perceções empíricas que fragilizem ou condicionem decisões”, acrescenta o comunicado.
A Câmara considera que “o principal desafio não é produzir anúncios de hipotéticas propostas de intervenção, mas encontrar soluções que sejam fundamentadas em dados quantitativos e apoiadas no conhecimento da realidade, como, por norma, o exige o rigor na gestão autárquica e na implementação de políticas publicas de mobilidade e acessibilidade, como por exemplo, entre muitas outras, as relacionadas com estacionamento, vias cicláveis e pedonais, transporte público, condicionamentos de acessos ou alterações da rede viária”.
- A informação obtida, “para além do volume de tráfego e as suas oscilações durante o dia, permitirá compreender as horas de maior concentração de procura (hora de chegada e de partida), as zonas ou áreas residenciais, a taxa de ocupação nos veículos e as tipologias dos veículos (ligeiros, mercadorias, passageiros, etc.) e os motivos das deslocações (peso dos residentes, cargas e descargas, atividade comercial, e visitantes balneares/turismo)”;
- Os inquéritos contemplaram também “avaliações sobre a propensão para mudar de modo de transporte e uma potencial adesão a medidas já preconizadas no âmbito do PMUS, relativamente aos espaços balneares.”
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