Ílhavo: Autarquia adquire sede da Inovadomus por 275 mil euros / PSD votou contra

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'Casa de Santo António', Ílhavo.
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A Câmara de Ílhavo decidiu adquirir o prédio urbano que é propriedade da Associação Inovadomus, localizado no centro da cidade.

A ‘Casa de Santo António’, conhecida também como ‘Casa do Gaveto’ (Rua de Santo António, nº58), vai custar 275 mil euros.

O imóvel foi utilizado nos últimos anos pela Associação Inovadomus, que foi criada por empresas do sector do habitat e outras entidades, como a Universidade de Aveiro, para efetuar estudos desenvolver orientações para a construção / reabilitação de edificado “do futuro”.

A aquisição é justificada pela presidência da Câmara ilhavense por “uma questão de oportunidade de mercado”, além de ser “um imóvel acarinhado” pela população local. O arranjo urbanístico executado pela autarquia no passado é outro aspeto que tornou “absolutamente relevante, inclusive de interesse público” a titularidade do edifício pelo município.

A autarquia garante que a associação criada há 10 anos continuará a ter Ílhavo como um dos “parceiros privilegiados” no desenvolvimento de estratégias de reabilitação e requalificação urbana.

O imóvel será usado para instalar espaços destinados à comunidade e um posto de atendimento turístico.

PSD já tinha recusado proposta quando era maioria e agora votou contra

O PSD lembrou na discussão da proposta que a autarquia ilhavense apoiou com cerca de 100 mil euros a instalação da Inovadomus e remodelação do do logradouro do edifício.

Os três eleitos social democratas fizeram notar que existem “vários equipamentos públicos” locais “que importa valorizar” e têm enquadramento adequenado, pelo que “a aquisição onerosa de um novo edifício não nos parece apropriado, necessário e deverá até concorrer para a relativa perda de importância, função e centralidade” de espaços existentes. O PSD considera que fazia mais sentido, por outro lado, por exemplo, recuperar o antigo cinema Texas.

A mesma proposta da Inovadomus, informaram os vereadores social democratas, foi recusada pela anterior maioria PSD, que preferia “aprofundar” o protocolo de colaboração existente entre as partes e não levar a Câmara a beneficiar a associação com este negócio.

O PS, através do seu único vereador, Sérgio Lopes, absteve-se, entendendo que a proposta apresentava estava “insuficientemente fundamentalmente, designadamente quanto aos usos” que se pretende dar ao edificado.

O presidente da Câmara, João Campolargo, que lidera a maioria independente (três eleitos), usou do voto de qualidade para fazer ‘passar’ a proposta.

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