Hospital de Ovar reativa consultas de especialidades e cirurgias atrasadas pelo Covid-19

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Hospital de Ovar.

A atividade cirúrgica no Hospital Dr. Francisco Zagalo, em Ovar, retoma na próxima segunda-feira a atividade das várias especialidades que estavam suspensas desde 12 de janeiro devido à pandemia de Covid-19.

Segundo um comunicado, a unidade respondeu às solicitações de doentes reconfigurando a sua atividade no período crítico com o reforço para “para mais do dobro a sua capacidade de internamento.”

De 16 camas de Medicina Interna, passou a contar com 36 camas dedicadas a doentes não Covid, possibilitando, dessa forma, dimunir “alguma pressão vivida nos hospitais de referência – sobretudo o Centro Hospital de Entre Douro e Vouga e o Centro Hospitalar do Baixo Vouga”.

Uma fase em que foi necessário suspender as cirurgias e alocar as camas à Medicina Interna, bem como reativar, novamente, a enfermaria criada no ginásio da Medicina Física e de Reabilitação, cuja atividade foi transferida para os Bombeiros de Ovar.

Com menor pressão da pandemia, também o programa de produção adicional interna, incluindo atividade cirúrgica ao fim de semana, será reativado no próximo dia 5 de março, “permitindo recuperar parte da lista de inscritos para cirurgias em diferentes especialidades, como urologia, ortopedia, otorrinolaringologia, oftalmologia ou cirurgia geral, depois da atividade assistencial não urgente ter sido suspensa por força das circunstâncias pandémicas.”

A fase crítica da pandemia implicaram “alterações significativas” no funcionamento hospitalar, “designadamente com o consequente aumento do tempo de espera dos utentes com indicação cirúrgica”.

A unidade hospitalar conta apenas com uma sala de cirurgias, aguardando-se neste momento a viabilização superior para que se proceda à abertura de concurso público, tendo em vista a concretização da ambicionada obra de reabilitação e ampliação do bloco operatório.

Discurso direto

“A estratégia de retoma e o seu enquadramento temporal tiveram em consideração o contexto da instituição, incluindo a avaliação da capacidade instalada, a disponibilidade de recursos humanos e técnicos, as especificidades de cada especialidade cirúrgica e a atual situação epidemiológica, um trabalho realizado em articulação com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro e com as instituições de saúde da região” – Luís Miguel Ferreira, presidente do Conselho Diretivo do HFZ-Ovar.

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