Homem nega roubo e agressões violentas a prostituta com quem consumia droga

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Tribunal de Aveiro.

Um homem negou no Tribunal de Aveiro que tenha roubado e agredido violentamente uma mulher que vivia num armazém desocupado da antiga colónia agrícola da Gafanha da Nazaré, em abril passado.

Ao falar no início do julgamento, o arguido, ajudante de maquinista de navios, atualmente em prisão domiciliária, assumiu apenas que, depois de terem consumido cocaína juntos, deu “uma bofetada” na ofendida, que se dedica à prostituição, porque terá recusado “fiar” outra das pedras que guardava no bolso.

O homem rejeitou a acusação segundo a qual esmurrou a mulher ao ponto desta cair ao chão, arrastando-a pelos cabelos. Negou também que tenha feito ameaças de morte e puxado de uma navalha para cortar a alça da mala onde guardava 10 euros, um telemóvel, medicação e um cachimbo, voltando a responder com mais agressões à tentativa da vítima de recuperar os pertences.

Na sua versão, limitou-se a atirar a bolsa para um jardim para que a mulher não chamasse “amigos ciganos” para quem venderia droga. Disse ainda que ficou com 10 euros. porque seria o dinheiro que entregou pela pedra de cocaína.

Como a vítima tinha um outro telemóvel, acabou mesmo por dar o alerta e a confusão instalada no local levou populares a chamarem a GNR, que deteve o alegado agressor após perseguição.

Ouvida em tribunal, a mulher incriminou o arguido, mantendo a acusação relativamente à “porrada” que sofreu, deixando-a “cheia de nódoas negras e cara inchada”, assim como o uso de “uma faca que tinha na mão”. Negou, ainda, que os 10 euros tivessem sido do pagamento da cocaína. “Não comprou nada, eram meus, que fiz na estrada, ele viu-me com o cliente”, relatou.

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