Greve com elevada adesão paralisa ERSUC em Aveiro e obriga a acumular lixo

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Piquete de greve na ERSUC.
Comercio 780

Os serviços da ERSUC, empresa do Grupo EGF que explora a estação de tratamento mecânico-biológica de Aveiro, destino dos resíduos urbanos produzidos na região, estão praticamente paralisados devido a uma greve de dois dias iniciada hoje para reivindicar melhores condições salariais, entre outras medidas.

A adesão em Coimbra e Aveiro foi de 95% dos trabalhadores, sendo que a recolha selectiva (ecopontos) esteve totalmente parada, informou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Administração Local e Regional, Empresas Públicas, Concessionárias e Afins (STAL), afecto à CGTP.

A greve prolonga-se até à meia noite de terça-feira.

A EGF presta serviço e, 85 municípios dos distritos de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Vila Real e Viseu onde tem 720 trabalhadores

Continuar a ler comunicado do STAL.

A Luságua, uma das concessionárias da recolha de lixo na região que usa o aterro da ERSUC, reorganizou-se para dar resposta à população, alterou os turnos dos seus trabalhadores nesse sentido. No entanto, os seus veículos “foram impedidos” esta manhá “de descarregar” nas instalações de Eirol, em Aveiro, “contrariando as indicações veiculadas no pré-aviso de greve.”

A empresa ficou, assim, “impedida de proceder a recolhas nos concelhos de Águeda e Estarreja”, onde atual .

“Os camiões de recolha estão cheios, o que impossibilita dar seguimento ao plano previamente definido. A Luságua lamenta esta situação e apela à compreensão da população, reiterando que se trata de constrangimentos alheios à sua atividade”, refere um comunicado.

Em Águeda, a autarquia solicitou “a melhor compreensão por parte da população”. Ao mesmo tempo, apelou aos residentes para que “não depositem os seus resíduos nos equipamentos destinados para esse fim, nestes dias”.

Continuar a ler comunicado da Câmara de Águeda.

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