Traçado do eixo rodoviário 'Aveiro - Águeda'.

“Acreditamos que o Governo do País, até pelas declarações que têm sido feitas, vai apresentar a solução de financiamento que esta obra exige”. Luís Souto, presidente da Câmara de Aveiro acredita que risco assumido pelos municípios de Aveiro e Águeda ao lançar o concurso público do eixo rodoviário será correspondido com o desejado e até prometido apoio estatal. 

O preço base da obra esperada há várias décadas é de 110 milhões de euros, acrescidos de IVA, com um prazo de execução previsto é de 950 dias, contados a partir da consignação dos trabalhos.

“Não obstante, decidimos não ficar parados e avançamos, os dois municípios, em perfeito entrosamento entre as equipas técnicas, não é só os dois presidentes”, referiu o presidente da autarquia aveirense durante a reunião do executivo, esta quinta-feira, em que foi aprovado, por unanimidade, o procedimento concursal.

“Um passo decisivo”, depois de muito trabalho realizado que começou com a elaboração do projeto, seguindo-se as declarações de utilidade pública para o processo de expropriações.

Uma nova rodovia “importante” para os concelhos vizinhos, mas “a verdade”, destacou Luís Souto, “é que é um projeto do País” e, sendo assim, acrescentou, “mal vai um País que não reconheça o importância que tem uma via como esta”. Se no passado houve dinheiro para autoestradas com pouco trânsito, lembrou, “esta é o contrário, ela tem uma densidade, pelos indicadores, muito considerável”.

A vereadora do PS, Paula Urbano, deu conta do voto favorável, pese embora a dúvida do financiamento de uma obra que deixou de figurar nos projetos a comparticipar pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“Obviamente de acordo com a abertura do procedimento, não há discussão possível acerca da necessidade desta via. Agora a fonte de financiamento preocupa-nos e percebermos que ainda não está definida qual será. Vamos lançar o concurso, estamos de acordo. Vamos ter empresas a preparem-se e não sabemos quem vai financiar. As Câmaras de Aveiro e Águeda, em últimas instância, têm condições para acomodar o encargo a obra ?”, questionou a eleita.

Discurso direito

“Estamos crentes que virá a Resolução do Conselho de Ministros para a solução do financiamento, que tem incidência plurianual. Estamos a arriscar, sendo que também está uma cláusula que reserva o direito de não adjudicação” – Luís Souto, presidente da Câmara de Aveiro.

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