Garantia de menos festas em tempo de pandemia levou à aprovação das GOP em Aradas

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Junta de Freguesia de Aradas.

A alteração de voto de dois eleitos do PSD permitiu, à terceira, a aprovação do plano e orçamento da Junta de Freguesia de Aradas para 2021.

Os sociais democratas ‘desalinhados’ da maioria de direita liderada por Catarina Barreto entendiam que certas prioridades do plano de atividade não correspondiam “às verdadeiras necessidades e interesses da população, tendo em conta a pandemia”.

Era dado o exemplo da inclusão de verbas destinadas a algumas “festividades”, como o ‘Aradas +’, quando já se sabia que iriam prevalecer restrições deste tipo de eventos, pelo que os apoios deveriam ser encaminhados diretamente para investimentos das associações.

Uma exigência que acabou por ser atendida pela maioria PSD-CDS na reformulação das Grandes Opções do Plano (GOP) aprovadas esta segunda-feira.

A nova proposta já prevê “apoios concretos e melhorias para a qualidade de vida dos aradenses” em tempo de crise sanitária, refere a declaração de voto dos deputados ‘rebeldes’, que tinham justificado o voto contra à primeira proposta pelo facto de não ter havido qualquer pedido de contributo do executivo. O que só sucedeu nas negociações encetadas pela presidente para conseguir a aprovação, evitando continuar a gerir em duodécimos.

Os vogais do PSD aprovaram também a delegação de competências que tinha sido ‘chumbada’ não por discordância com a proposta que chegou da Câmara para vários investimentos locais, mas porque o orçamento não estava aprovado.

Já os eleitos do PS, que tinha reprovado a proposta anterior, ficaram satisfeitos com algumas alterações, mas não o suficiente para ir além da abstenção. Pretendiam o reforço de 20 mil euros em várias áreas de atuação da Junta, tendo sido feita “apenas uma redistribuição pelas rubricas” da verba total.

O executivo decidiu suspender a ‘Taxa de Manutenção e Conservação no Cemitério’ por um ano, mas a oposição socialista é contrária de todo a que os residentes “sejam tributados para obter mais uma receita para a Junta” [consultar declaração de voto].

António Mário, vogal do movimento Unidos por Aradas, também votou contra a versão inicial. Mesmo com alterações, decidiu-se agora pela abstenção, porque esperava mais, nomeadamente o fim da taxa de cemitério, como lhe teria sido garantido pela presidente. “A presidente desceu do seu pedestal. Devia tê-lo feito em dezembro para conseguir consensos. Agora o principal está feito, a Junta tem as ferramentas necessárias para andar para a frente e o mais importante é olhar, sobretudo, para a freguesia”, declarou.

O líder do movimento independente, antigo presidente da Junta pelo PSD, irá nos próximos tempos ponderar se haverá lugar a uma nova candidatura daquele grupo de cidadãos.

A Câmara agendou para esta quarta-feira, às 12:00, a assinatura do ‘pacote’ de delegação de competências com Aradas, que estava pendente da aprovação da Assembleia de Freguesia. Momento para o qual a presidente da Junta remeteu declarações.

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