
O Bloco de Esquerda tomou posição, esta segunda-feira, em favor do “fim da concessão da água à Indaqua”.
“O desrespeito pelos feirenses é evidente quando o atual executivo do PSD opta pela privatização do direito universal à água, que resulta em custos avultados para os munícipes sem que as famílias mais desfavorecidas possam usufruir de uma tarifa social automática”, a concelhia do partido liderada por Eduarto Couto, candidato à presidência da Câmara.
A concessionária INDAQUA, denunciam os bloquistas, “pratica uma das tarifas mais caras do país e a mais cara do distrito de Aveiro”, cobrando “um valor 6 vezes superior ao pago no concelho da Moita”.
“A discrepância de 65 euros (Moita) para 419 (SMF) referente a 180 metros cúbicos de água é gritante”, alerta o Bloco, acusando a empresa de “para além de não garantir o acesso igualitário a estes serviços básicos”, assume “uma atitude persecutória para com os feirenses.”
O Bloco de Esquerda propõe uma série de medidas nos seus compromissos eleitorais para alterar o panorama local, desde logo a “remunicipalização durante este novo mandato da água”, a aplicação de uma tarifa social automática que abrangerá bem mais de 10.000 famílias e garantirá uma redução de 50% no preço da água, bem como apoio a famílias numerosas e o fim das taxas de ligação e de disponibilidade.
Os bloquistas defendem, ainda, a “remunicipalização do serviço de recolha de resíduos, garantindo que todo o concelho tem acesso a este serviço a tempo e horas e de forma igual, divulgação dos exames de qualidade da água das fontes de todo o concelho e o investimento na “total cobertura da rede no espaço de dois anos”
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