
“A equipa apresentou-se com uma mentalidade diferente, tenho de dar-lhe os parabéns. Num momento difícil, conseguiram responder bem. Hoje não dependeu de nós o resultado”, disse o treinador do Beira-Mar após a partida com o Estrela da Calheta que terminou com o sexto empate no Campeonato de Portugal.
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Mantém-se o ciclo a ‘marcar passo’, com vitórias muito próximas de acontecer, mas que escapam ‘entre as mãos’. “As coisas não estão a acontecer como perspectivámos, desde São João da Madeira que tem sido assim”, lamentou o treinador aveirense.
Depois do empate caseiro com o Sousense, o grupo procurou juntar forças para conseguir a vitória ainda inédita na prova. Fabeta gostou da reação. “Hoje a equipa foi totalmente diferente, esteve certinha, compacta, com mentalidade de querer ganhar, estivemos sempre bem no jogo”, analisou.
Já a expulsão de David Oliveira por ver o segundo amarelo e a marcação da grande penalidade causaram revolta. “Infantilmente o árbitro expulsa o David Oliveira , é inadmissível, ele calca o adversário sem intenção de meter o pé, sem ser em disputa de bola, quando o Gustavo vai ficar isolado. Depois a segundos de acabar levamos com um pênalti destes, o fiscal de linha não marca nada, é uma bola na barriga pelo que vejo na barriga, o árbitro nem visão tem do lance” referiu, indignado, o mister aurinegro, sem aligeirar “a responsabilidade própria” nos empates que impediram ganhar os pontos que colocariam a equipa em posição bem mais favorável.
Segue-se o União de Lamas com mais uma baixa no ataque, por força da expulsão de David Oliveira. Didi está em dúvida por motivos físicos e Julián Pérez também se encontra de baixa. “Temos de encontrar soluções, sem lamentos, e apresentar uma equipa na máxima força, porque queremos muito ganhar. A equipa precisa urgentemente de uma vitória”, assumiu Fabeta, pedindo “foco total” para que seja possível pôr fim à “fase difícil em casa e corresponder aos desejos dos adeptos”.
No jogo na Calheta, Tomás Sério voltou a fazer de médio defensivo, tendo sido colocado Abdul no eixo da defesa. Uma opção “sem alterações da estrutura tática, porque não tem sido por aí que temos tido problemas. Criamos muito caudal ofensivo, muitos remates, estatisticamente somos a equipa que mais remates faz e sem nenhuma vitória, mas temos sofrido sempre. Quisemos alterar alguns pontos estratégicos no meio campo”, explicou o treinador aveirense.
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