
Livros há que nos salgam a memória. Dão tempero! Vá lá saber-se porquê , “Devagar, nas asas do vento”, de António Barbosa Topa, edição bilingue da Oxalá Editora (Autores da Diáspora), é um desses!
O Topa que no contexto da emigração portuguesa em França (…) é um dos poetas que melhor traduz a vivência entre duas margens, entre duas memórias, segundo lembra Dominique Stoenesco que traduziu as palavras portuguesas de António Topa para francês, regressa neste seu livro de poesia, com uma “lágrima do Atlântico” que “inunda o Boulevard Saint Michel e a Ribeira”.
Um retorno, com um aviso, como diz no poema “Senhor Vento”:
“Senhor vento
estou muito cansado
quase sem forças
mas quero ir
Quero ir até à terra da alegria
Empresta-me as tuas asas
não me deixes ficar aqui
entre urzes e cardos
Mesmo se também amo o longe
não quero morrer aqui
longe do Porto”
Este Topa!….
Nota: António Topa em Julho de 1969 deixou clandestinamente Portugal para não participar na guerra colonial. Deu os primeiros passos poéticos no longínquo (e desaparecido) Juvenil do Diário de Lisboa.
Jesus Zing
210226
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